EFE/JUSTIN LANE
EFE/JUSTIN LANE

Rohani sugere que protestos no Irã têm relação com falta de liberdades

'As pessoas tinham demandas econômicas, políticas e sociais', diz o líder reformista

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 12h00

TEERÃ - Os protestos que abalaram o Irã não tinham como foco apenas a economia, disse nesta segunda-feira, 8, o presidente Hassan Rohani. O líder reformista sugeriu que os verdadeiros alvos eram poderosos conservadores que se opõem a seus planos de expandir as liberdades individuais no país e promover uma trégua no exterior.

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O clérigo pragmático, que derrotou candidatos linha-dura contrários ao Ocidente para conquistar a reeleição no ano passado, também pediu pela suspensão de restrições impostas a redes sociais usadas por manifestantes antigoverno no maior desafio às autoridades do país desde 2009.

“Seria uma distorção (dos eventos) e também um insulto à população iraniana dizer que eles tinham apenas demandas econômicas”, disse Rohani, segundo a agência de notícias Tasnim. “As pessoas tinham demandas econômicas, políticas e sociais”.

A Guarda Revolucionária do Irã disse no domingo que as forças de segurança haviam colocado um fim à semana de protestos alimentados pelo que chamou de inimigos estrangeiros.

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Em comunicado, a Guarda afirmou que as tensões fomentadas por inimigos estrangeiros provocaram os distúrbios. Agora, autoridades de segurança e do Parlamento discutem à resposta às reivindicações dos manifestantes, insatisfeitos corrupção, desemprego e a crescente disparidade entre ricos e pobres.

“Os revolucionários do Irã, junto com dezenas de milhares de forças Basij, polícia e Ministério da Inteligência, quebraram a corrente (de tensões)”, disse a Guarda Revolucionária, que atribuiu as tensões aos Estados Unidos, Reino Unido, Israel, Arábia Saudita e monarquistas.

 

Os protestos, que começaram em virtude das dificuldades econômicas sofridas por jovens e pela classe trabalhadora, se espalharam para mais de 80 cidades e resultaram em 22 mortes e mais de mil prisões, de acordo com autoridades iranianas. /REUTERS

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