Roma: milhares protestam contra medidas austeras

Dezenas de milhares de trabalhadores italianos marcharam neste sábado em Roma para protestar contra os cortes na aposentadoria, a elevação de impostos e as reformas trabalhistas impostas pelo governo tecnocrata de Mario Monti, bem como para exigir empregos mais estáveis, particularmente para os jovens.

Agência Estado

16 de junho de 2012 | 12h38

A manifestação organizada pelos principais sindicatos trabalhistas do país surgem um dia após os últimos esforços de Monti para evitar o contágio da crise de dívida da Europa. O gabinete do governo aprovou nesta sexta-feira medidas avaliadas em 80 bilhões de euros (US$ 100 bilhões) para estimular o crescimento econômico, modernizar o setor público notavelmente inchado e reduzir a dívida nacional.

Nos sete meses em que esteve no poder, Monti implementou dolorosos cortes na aposentadoria, reformas trabalhistas para tornar mais fácil a contratação de funcionários e aumentos da carga tributária.

As medidas repercutiram no bolso dos italianos, que já enfrentam tempos difíceis e uma taxa de desemprego entre jovens de 36%. Neste sábado, Monti afirmou que as iniciativas sinalizaram o início da "fase dois" do programa de seu governo, para impulsionar o crescimento de uma economia já mergulhada na recessão. Somente na semana passada, estatísticas oficiais confirmaram que a economia italiana teve contração de 0,8% no primeiro trimestre, o pior desempenho em três anos.

Na marcha deste sábado repleta de bandeiras de sindicatos e balões, trabalhadores mais velhos lamentaram o fato de que as suas aposentadorias não conseguem sustentá-los até o fim do mês e seus filhos têm poucas opções de emprego. "Eles estão tornando as mesmas pessoas mais pobres, o povo aposentado", disse Emilio Scappini, condutor de trem aposentado. Ele disse que a sua filha recebe míseros 400 euros (US$ 505) por mês. "Mas não é apenas ela, todos os jovens. E Monti não entendeu isso." As informações são da Associated Press.

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