Romênia e Bulgária devem fazer parte da União Européia a partir de janeiro de 2007

A Romênia e a Bulgária podem ser admitidos como membros da União Européia (UE) em primeiro de janeiro de 2007, de acordo com um relatório da União Européia divulgado nesta terça-feira. O documento recomenda que os 25 membros atuais do bloco aceitem a entrada dos dois países pobres dos Bálcãs.A Comissão Européia - órgão executivo da UE - afirma em seu relatório que ambas as nações progrediram o suficiente para entrar no bloco, e pede o envio de uma ajuda financeira significativa para que os países realizem todas as reformas necessárias. A decisão de admitir os dois países vizinhos aumentará de 25 para 27 o número de países membros, mas acontece em um momento de dúvidas crescentes se o bloco deve continuar a aceitar países como a Turquia e a Croácia nos próximos anos. Os líderes da UE irão se reunir em outubro para dar a aprovação formal à Romênia e Bulgária, que poderão ingressar no bloco devido à luta que ambos os países têm realizado para acabar com a corrupção. Os dois países estão entre os mais pobres da Europa. Quatro países - França, Alemanha, Dinamarca e Bélgica - ainda tem que ratificar a entrada da Romênia, com seus 22 milhões de habitantes, e da Bulgária, com 8 milhões, mas espera-se que eles o façam em breve."A Bulgária e a Romênia fizeram progressos para completar a preparação para se tornarem membros, demonstrando sua capacidade em incorporar os princípios e a legislação da UE a partir de primeiro de janeiro de 2007", afirma o relatório apresentado pelo presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e o comissário da expansão da UE, Olli Rehn. Barroso disse que a entrada dos dois países no bloco será uma "conquista histórica". Os dois países enfrentarão restrições no acesso de sua força de trabalho a outros mercados de trabalho da UE. INGLATERRA, Suécia e Irlanda, que abriram as portas para trabalhadores de dez países que se uniram em 2004, devem impor condições estritas. Mas eles também devem ser privados dos mercados de trabalho da Hungria, Eslováquia e República Checa - países que também lutam contra as restrições dos países mais a oeste. A Bulgária e a Romênia terão que relatar regularmente os progressos de suas reformas a Bruxelas, com o primeiro relatório a ser enviado em 31 de março. O premier da Bulgária, Sergei Stanishev, disse na terça-feira que a incorporação à UE significa "a queda final do Muro de Berlin para a Bulgária", mas alertou que o país deve se esforçar muito para se integrar nos aspectos social e econômico. Lavagem de dinheiro e crimes sérios são preocupações especiais da Bulgária, que tem o seu judiciário duramente criticado pela União Européia. A Romênia deve estabelecer uma agência anticorrupção que também examinará conflitos de interesse em potencial, afirmou a comissão.

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