Romenos votam sobre impeachment de presidente

Os romenos estão votando neste domingo para decidir sobre a saída do impopular presidente Traian Basescu, de 60 anos. Os rivais de Basescu no governo estão buscando derrubá-lo pela segunda vez em cinco anos. A acusação é de que o populista violou a Constituição do país ao interferir nos negócios do governo, favorecer parceiros e utilizar o serviço secreto contra seus inimigos.

AE, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 16h17

Basescu, que foi capitão e cuja popularidade despencou em meio aos problemas políticos do país, afirmou que é vítima de uma vingança política e pediu que seus apoiadores boicotem a votação - uma tática que pode ajudá-lo a sobreviver politicamente. A Romênia exige que mais da metade do eleitorado total compareça para que o referendo seja válido.

Os tumultos políticos prejudicaram a credibilidade da Romênia. Estados Unidos e União Europeia expressaram dúvidas sobre o respeito do governo de esquerda pela independência do Poder Judiciário. Críticos acusam o primeiro-ministro Victor Ponta - também envolvido em um escândalo de plágio - de orquestrar a crise política como parte de uma tentativa de tomada de poder.

O parlamento, dominado pelos aliados de Ponta, aprovou o impeachment de Basescu no início do mês, estabelecendo o referendo nacional deste domingo para decidir seu futuro. As urnas abriram às 7 horas no horário local (1 hora em Brasília) e devem fechar às 23 horas (17 horas em Brasília). Cerca de 18 milhões de romenos podem votar, inclusive os que vivem no exterior.

Pela manhã, com sete horas de votação, apenas 21,37% dos eleitores haviam comparecido, de acordo com a Agência Central de Eleições. A participação é menor do que nas eleições locais, quando no mesmo horário, 56% já haviam votado. A expectativa é de que a maioria decida por impedir Basescu de continuar no cargo. Mas há incertezas sobre o comparecimento, que se for muito baixo pode anular o referendo.

Basescu é presidente da Romênia desde 2004. Foi impedido pelo parlamento em 2007, mas sobreviveu ao referendo nacional. As informações são da Associated Press.

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