Romney critica resposta de Obama à morte de embaixador

O candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Mitt Romney, chamou de "vergonhosa" a resposta do governo Obama ao ataque contra o consulado do país em Benghazi, Líbia, que causou a morte do embaixador Chris Stevens, de 52 anos, e outros três norte-americanos.

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 11h13

A campanha de Romney publicou um comunicado em que ele se diz indignado com a violência e que a primeira resposta do presidente "não foi de condenar os ataques contra nossa missão diplomática, mas de simpatia com os autores do ataque".

As mortes aconteceram quando uma multidão enfurecida invadiu e incendiou a representação diplomática em Benghazi, no leste da Líbia. Os manifestantes protestavam contra um filme, feito por um egípcio cristão que vive nos EUA, que supostamente ofenderia o profeta Maomé.

Stevens foi morto quando ele e sua equipe foram até o consulado tentar ajudar a retirar os funcionários do local, que estava sendo atacado pela turba com armas e granadas. Obama disse que Stevens era "um corajoso e exemplar representante dos Estados Unidos".

O porta-voz da campanha de Obama, Ben LaBolt, disse estar "chocado que, em uma hora em que os Estados Unidos da América confronta-se com a trágica morte de um de nossos oficiais diplomáticos na Líbia, o governador Romney tenha escolhido lançar um ataque político."

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, expressou sua "profunda tristeza" com o ocorrido. O embaixador era um diplomata de carreira, que falava árabe e francês e estava pela segunda vez na Líbia. Trípoli pediu desculpas formais pelo ocorrido. As informações são da Dow Jones e Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
LÍBIAEMBAIXADORMORTEROMNEYATUALIZA 1

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.