Romney defende ação de Israel contra Irã

Campanha do republicano diz, no entanto, que candidato torce para que pressão diplomática e econômica sobre o regime evite confronto militar

JERUSALÉM , O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h03

O candidato republicano à presidência dos EUA, Mitt Romney, defendeu em visita a Israel um ataque militar do país ao programa nuclear iraniano. Em discurso a doadores de campanhas e simpatizantes em Jerusalém ele prometeu, se eleito, respaldar as decisões de Israel para conter as ambições atômicas de Teerã.

"Reconhecemos o direito de Israel de se defender", disse Romney. "E é correto que os EUA estejam ao lado de vocês." O republicano participou das celebrações do feriado de Tish B'av, na Cidade Antiga de Jerusalém. A data relembra a destruição do primeiro e do segundo templos da cidade.

Romney não detalhou como auxiliaria Israel em um eventual conflito com o Irã. O candidato chamou Jerusalém de "a capital de Israel" e foi aplaudido. A embaixada americana fica em Tel-Aviv.

"Devemos nos posicionar ao lado dos que querem impedir um Irã nuclear - entre eles dissidentes iranianos. Isso deve ser nossa prioridade em segurança nacional", afirmou.

No começo do dia, Romney dera sinais de que apoiaria uma ação preventiva de Israel contra os reatores iranianos. Segundo seu assessor de política externa, Dan Senor, o candidato respeitaria a decisão, mas não participaria dela. "Ele tem a esperança de que medidas econômicas e diplomáticas deem conta disso", disse o assessor. O Irã, que foi submetido a sanções pela União Europeia e pelos Estados Unidos no começo do ano, diz ter um programa nuclear pacífico.

Plano. A visita de Romney a Jerusalém coincidiu com a publicação pelo jornal israelense Haaretz da informação de que o governo americano teria dado ao israelense detalhes de um plano para atacar o Irã. De acordo com o jornal, o conselheiro de Segurança Nacional Tom Donilon apresentou o plano ao primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, em um jantar no início do mês. O jornal citou como fonte uma autoridade não identificada dos EUA. À noite, um funcionário do governo israelense negou à Associated Press que o encontro tenha ocorrido. / NYT

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