Scott Audette/Reuters
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Romney deixa Gingrich na defensiva em debate na Flórida

Pré-candidato adota postura mais agressiva para garantir nomeação do Partido Republicano

Reuters

27 de janeiro de 2012 | 13h51

JACKSONVILLE - O pré-candidato republicano Mitt Romney adotou a posição mais agressiva até o momento contra seu maior rival, Newt Gingrich, no debate no Estado da Flórida nesta quinta-feira, 26, cinco dias antes da primária estadual.

 

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A disputa acirrada na Flórida e sua importância para a indicação do candidato republicano nas eleições presidenciais de novembro alimentaram um clima incendiário, e os dois trocaram farpas repetidamente.

 

Gingrich, que mostrou dominar as ferramentas do debate em eventos anteriores, ficou sem ação em vários momentos diante do ataque de Romney, que partiu para cima do adversário na tentativa de ressuscitar sua campanha depois de perder para ele na primária do Estado da Carolina do Sul, no sábado.

 

Gingrich e Romney estão próximos nas pesquisas que antecedem a votação primária da próxima terça-feira na Flórida, o maior Estado até o momento a votar antecipadamente na escolha do indicado republicano que enfrentará o presidente Barack Obama em novembro. Os levantamentos mais recentes colocam Romney na frente.

 

Romney, ex-governador do Estado de Massachusetts, se ressentiu por ser descrito por Gingrich como "anti-imigrante". "Isto é imperdoável", disse ele. "Não sou anti-imigrante. Meu pai nasceu no México... a ideia de que eu seja anti-imigrante é repulsiva. Não use um termo como esse", completou.

 

Gingrich, que propôs uma versão mais branda de política imigratória que muitos conservadores republicanos, insistiu que os Estados Unidos não podem racionalmente deportar milhões de pessoas e que alguns dos que vivem ali há décadas deveriam ter permissão para ficar.

 

Mas ele aumentou a confusão dizendo que apoiaria alguma versão de "autodeportação", exatamente o tema no qual criticou o apoio de Romney. "Newt precisava de uma ótima noite para virar o jogo e não conseguiu. Ele me pareceu cansado e irritado demais", escreveu o colunista conservador Rich Lowry.

 

Gingrich conseguiu atrair atenção para a vasta riqueza de Romney, que o colocou sob os holofotes nesta semana, quando o ex-executivo de fundos privados divulgou dois anos de declaração de impostos. "Não conheço nenhum presidente americano que tenha tido uma conta bancária na Suíça. Ficaria contente se você explicasse uma coisa dessas", disse ele.

 

Mas Gingrich foi ridicularizado por Romney e os pré-candidatos Rick Santorum e Ron Paul por ter dito na quarta-feira a trabalhadores do setor aeroespacial demitidos perto do Cabo Canaveral, local dos lançamentos da Nasa, que se eleito procuraria construir uma colônia permanente na Lua.

 

Romney disse que o dinheiro para isso poderia ser melhor gasto em outras coisas e que a ideia de Gingrich é grande, mas não boa. Paul, congressista do Texas e libertário, soltou a tirada da noite. "Não acho que devemos ir à Lua, talvez devamos mandar alguns políticos para lá".

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