Carolyn Kaster /AP
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Romney diz que Obama está 'politizando' morte de Bin Laden

Democrata estaria usando aniversário de ataque ao terrorista para coror política de segurança nacional

Reuters,

01 Maio 2012 | 15h52

NOVA YORK - O republicano Mitt Romney acusou o presidente Barack Obama de politizar a morte de Osama bin Laden nesta terça-feira, 1, durante o primeiro aniversário do ataque ao terrorista, ocorrido no norte do Paquistão.

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O democrata, segundo Romney, estaria usando a morte do líder da Al-Qaeda como um coroamento da política de segurança nacional. A campanha do presidente à reeleição tentaria levantar dúvidas se Romney teria tomado a mesma decisão de mandar um grupo especial das forças americanas para o Paquistão para matar Bin Laden.

Romney estava em Nova York para marcar presença no aniversário da morte de Bin Laden, lembrando os americanos da ligação disso com o 11 de Setembro, quando ataques terroristas levados a cabo pela Al-Qaeda mataram 3 mil pessoas. Era esperado que ele aparecesse ao lado do então prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, em um quartel do corpo de bombeiros em Nova York.

"Eu parabenizo o presidente e a inteligência, assim como os Seals (grupo que conduziu a operação no Paquistão). Então eu reconheço o sucesso do presidente e acho que ele tem todo o direito de usar este crédito, por ter comandado o ataque", disse Romney ao programa "This Morning", da CBS.

'Decepcionante'

 

Ao mesmo tempo, disse Romney, "eu acho que é muito decepcionante para o presidente usar isso para dizer que eu não teria ordenado o ataque. Claro que eu teria! Qualquer americano teria feito exatamente a mesma coisa".

Os simpatizantes de Obama foram rápidos em apontar que nas eleições de 2008, quando Obama disse que ele daria grande valor às buscas aos terroristas no Paquistão com ou sem a aprovação do presidente do país, Romney discordou. Romney tem sido alvo de fortes críticas na campanha de Obama desde que se tornou o provável candidato republicano, no mês passado.

Ambos os lados estão se engajando em táticas brutais de campanha para tentar obter vantagem em uma disputa que terminará no dia 6 de novembro, quando os eleitores irão decidir se darão a Obama um segundo mandato ou se colocarão Romney como novo líder.

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