Romney é favorito quando o assunto é economia

O republicano Mitt Romney, que tem concentrado quase toda sua campanha em sua suposta capacidade de melhorar a economia, desfruta de uma vantagem com os eleitores norte-americanos na questão econômica, embora perca em outras categorias, segundo pesquisa do Wall Street Journal/NBC News.

AE, Agência Estado

24 de julho de 2012 | 16h37

O levantamento, feito com eleitores registrados, mostra que 43% acreditam que Romney terá melhores ideia sobre como melhorar a economia, ante 36% que acreditam que o presidente Barack Obama apresentará melhores projetos.

Mas em praticamente todos os outros assuntos, os eleitores parecem preferir o presidente. Quando perguntados sobre quem cuida da classe média, os 49% disseram Obama, ante 33% que preferiram Romney. O democrata também supera seu rival quanto a questão é sobre quem tem maior conhecimento e experiência para ocupar a presidência: 48% a 32%. Obama também lidera com 10 pontos porcentuais no quesito quem é um bom comandante-em-chefe.

Outro levantamento, feito pelo instituto Gallup a pedido do jornal US Today, mostra resultado semelhante. Os eleitores acreditam que Romney apresentaria melhores ideias para melhorar a economia e criar empregos. Para uma proporção de mais de dois eleitores para um, o passado empresarial do republicano o ajudaria em questões econômicas.

Como a saúde da maior economia do mundo é a principal questão da eleição de novembro, a pesquisa levantou questões sobre a estratégia de campanha de Obama de atacar o passado de seu adversário como dirigente de uma empresa de private equity fundada por ele e sua recusa em divulgar suas declarações de imposto de renda antes de 2010.

Anúncios da campanha de Obama têm tentado manchar a imagem de Romney. Mas os ataques à experiência empresarial do republicano - incluindo as acusações de que ele ajudou a fechar postos de trabalho nos Estados Unidos, que foram para países como China - não parecem ter atingido substancialmente Romney.

Os norte-americanos estão concentrados em tendências da economia, cuja recuperação da recessão diminuiu nos últimos meses, com a taxa de desemprego mantendo-se acima dos 8% durante o mandato de Obama. As informações são da Dow Jones.

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