David Maxwell/Efe
David Maxwell/Efe

Romney e Obama batalham por Ohio

Estado, que vale 18 delegados e é chave para definir eleição, tem democrata na liderança

Denise Chrispim Marin, correspondente em Washington,

26 de setembro de 2012 | 21h01

WASHINGTON - O democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney fizeram nesta quarta-feira, 26, do Estado americano de Ohio um campo de batalha. Nesse terreno, ainda considerado movediço para as eleições presidenciais de 6 de novembro, Obama tenta consolidar uma vantagem de 10 pontos identificada pela mais recente pesquisa da Universidade Quinnipiac. Romney, identificado como o candidato menos habilitado para recuperar a economia americana, busca desesperadamente uma guinada nas intenções de voto nesse terreno.

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Ohio ainda fazia parte da lista de nove Estados sem lealdade a nenhum dos dois partidos americanos, onde o eleitorado se mostrava indeciso e os dois candidatos permaneciam em empate. Mas nesta quarta-feira, aparentemente, deixou essa lista e passou, ainda que com timidez, para o campo democrata. Pesquisa da Universidade Quinnipiac deu ao presidente 53% das intenções de voto, contra 43% de Romney. Em agosto, essa diferença era de 6 pontos porcentuais (50% a 44%).

Quem vencer em Ohio, levará 18 delegados para o Colégio Eleitoral, a instância decisória da eleição no país. O escolhido para o mandato de 2013 a 2017 na Casa Branca precisará ter, pelo menos, 270 delegados. Segundo as contas do jornal The New York Times, Obama já tem 237 cadeiras. Bastaria vencer em dois Estados para ser reeleito. Na Flórida, conforme a mesma pesquisa, tem vantagem de 9 pontos sobre Romney (53% a 44%).

Segundo Peter Brown, diretor-assistente da Quinnipiac University, a queda de Romney nos Estados indecisos deveu-se especialmente à divulgação das imagens de uma palestra, na qual o candidato qualificou 47% do eleitorado de Obama como "dependentes do governo" e "não pagadores de impostos". "É quase certo que o furor causado por essa declaração sobre os 47% tornou-se o principal fator da diferença de dois dígitos em favor do presidente Obama na Flórida, em Ohio e na Pensilvânia", afirmou.

Romney tentou ontem consertar o estrago causado pelo vídeo que pode ter arrasado sua campanha (mais informações nesta página). Obama reagiu na cidade de Bowling Green, a 200 quilômetros de onde estava Romney. E criticou a promessa de Romney de tratar a China de forma mais severa. "(Esse discurso) soa melhor do que falar de todos os anos que ele lucrou com as empresas que transferiram os empregos dos EUA para a China", afirmou Obama, referindo-se ao passado de Romney como dirigente da Bain Capital, empresa do setor financeiro.

A disputa eleitoral, aparentemente, vem se refletindo em decisões do governo Obama. Apenas ontem, 17 dias depois do ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, a secretária de Estado, Hillary Clinton, admitiu que aquele teria sido um ato terrorista praticado pela Al-Qaeda. Romney, horas antes, havia criticado essa demora. "Esperamos franqueza e transparência do presidente, mas ele continua a negar o que foi dito por outros membros de sua administração: foi um ataque terrorista. Nós fomos atacados aparentemente pela Al-Qaeda", afirmara o republicano à Fox News.

Em Vandalia, na véspera, Romney havia ironizado a confiança da campanha de Obama na vitória. "Eles comemorando quando faltam ainda 30 jardas (para fazer o gol)", disse, valendo-se de um paralelo com o futebol americano. A porta-voz da campanha de Obama, Jen Psaki, desmentiu a euforia. "Estamos disputando a eleição em cada um dos Estados indecisos como se tivéssemos 5 pontos a menos."

 

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