Romney está desempregado

Ele ainda não decidiu o que fazer após eleição

O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2012 | 02h07

E agora, Mitt Romney? Passada a eleição, o bilionário ex-governador de Massachusetts está desempregado. Depois de três décadas de uma carreira brilhante, seja como CEO da Olimpíada de Inverno ou como dirigente da Bain Capital, empresa do setor financeiro, seus assessores agora se perguntam: qual será o próximo passo?

Durante uma reunião com a equipe de campanha em Boston, pouco depois de reconhecer a derrota para o presidente Barack Obama, ele garantiu a seus assessores que esta teria sido sua última campanha política.

Aos 65 anos, Romney passou os últimos oito anos tentando ser presidente. Foi governador de Massachusetts de 2003 a 2007 e nunca ocupou - nem demonstrou interesse em ocupar - nenhum outro cargo eletivo. O fim de sua busca incessante pela presidência termina da mesma forma que o sonho de seu pai, George Romney, que não conseguiu a nomeação do Partido Republicano, em 1968.

Alguns assessores acreditam que Romney escreverá um livro, aproveitando o diário que ele escreveu durante a campanha. Outros acreditam que ele voltará ao mundo do sistema financeiro como diretor de alguma empresa de investimento. Há quem especule até que ele assuma alguma função na igreja mórmon.

No mercado. Certamente, segundo várias pessoas ligadas ao mercado financeiro, propostas de emprego não faltarão a Romney, que não sabe o que é um holerite desde 1999, quando deixou a Bain Capital para assumir a direção dos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City.

Recentemente, Julian Robertson, um dos maiores administradores de fundos dos EUA, disse que gostaria de contar com o agora ex-candidato. "Para mim, ele é uma commodity", disse Robertson, que, em 2008, chegou a oferecer um salário de US$ 30 milhões por ano para que ele comandasse sua empresa, a Tiger Management. De acordo com amigos e parentes, Romney, já de olho na candidatura presidencial, recusou.

Como Romney já rejeitou outras propostas milionárias de outras empresas de investimentos, amigos acreditam que ele, talvez, organize um grupo de pesquisas dedicado à independência energética dos EUA, um tema pelo qual ele tem paixão.

Portas abertas. Outra opção, especulada meses atrás, era tornar-se diretor de alguma montadora, como GM e Ford. A alternativa, no entanto, parece mais distante agora, após a campanha e suas críticas à decisão de Obama de socorrer a indústria automobilística americana. "Todas as portas estão abertas e ele pode fazer o que quiser", afirmou Steve Schmidt, assessor da campanha republicana de 2008. "Menos ser presidente dos EUA." / NYT

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