Romney modera críticas e evita polêmica sobre Líbia

Após acusar Obama de 'simpatizar' com grupos que atacaram embaixada, republicano comenta crise com cautela

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2012 | 10h11

Criticado por politizar a onda de ataques a representações diplomáticas americanas no mundo islâmico, o candidato republicano à presidência dos EUA, Mitt Romney, moderou ontem sua retórica contra o presidente Barack Obama e preferiu centrá-la na política externa democrata. Num comício na Virgínia, o candidato prometeu defender os interesses americanos no Oriente Médio e garantir o poderio militar americano no planeta.

"O mundo precisa da liderança americana e o Oriente Médio precisa da liderança americana", disse o candidato. "E eu pretendo ser o presidente que nos leve a essa liderança, para nos manter respeitados e admirados no mundo todo."

Na quarta-feira, o presidenciável republicano foi criticado por democratas e membros de seu partido por usar eleitoralmente a questão. Antes da confirmação da morte do embaixador Jay Christopher Stevens no consulado americano em Benghazi, a campanha de Romney divulgou um comunicado no qual criticou Obama por não condenar os ataques e aparentar simpatia com os radicais.

No discurso de ontem, Romney optou por evitar polêmicas. Ele homenageou a família de Stevens e dos outros três americanos mortos no ataque em Benghazi. Romney fez apenas uma referência breve ao episódio. "Reconheço que agora estamos de luto", afirmou. "Perdemos quatro de nossos diplomatas. Estamos pensando na família deles e no que eles deixaram para trás."

O republicano optou por fazer uma crítica mais geral à política externa de Obama, principalmente ao programa de cortes de gastos do Pentágono. "Uma América forte é essencial para moldá-los. E para isso precisamos de um Exército forte", disse.

Ainda de acordo com Romney, a opção de Obama de concentrar os esforços militares americanos em um conflito de cada vez é equivocada. "Desde Franklyn Roosevelt temos a capacidade de lutar duas guerras simultâneas", criticou. "Perderemos US$ 1 trilhão no nosso orçamento militar." / COM NYT

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