Matt Rourke/AP
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Romney monopoliza atenção e ataques em debate marcado pela economia

Durante o debate, rivais chegaram a dirigir-se a Romney como virtual vencedor das primárias

Efe,

17 de janeiro de 2012 | 07h49

WASHINGTON - Mitt Romney assumiu de vez o papel de claro favorito para representar o Partido Republicano na disputa pela Presidência dos Estados Unidos, em um debate no qual seus rivais chegaram a dirigir-se a ele como o virtual vencedor das primárias.

 

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A situação econômica e os ataques em torno das estratégias de campanha centraram o primeiro dos dois debates que os pré-candidatos republicanos manterão na Carolina do Sul antes das primárias de 21 de janeiro.

O alvo, acima até mesmo do presidente Barack Obama, foi Romney, sobretudo após a retirada e o consequente anúncio de apoio de um dos aspirantes, Jon Huntsman.

Seus quatro oponentes restantes, que concorrem para acumular os votos conservadores do partido, manifestaram que o ex-governador de Massachusetts deve ser mais transparente em seus números de campanha.

O fogo cruzado que os aspirantes lançaram através dos anúncios de suas campanhas também protagonizou o debate, especialmente depois que Huntsman lamentou que a corrida tenha "se tornado uma avalanche de ataques pessoais".

O ex-porta-voz da Câmara de Representantes Newt Gingrich defendeu sua agressiva propaganda contra Romney ao assinalar que "campanha é fazer perguntas".

Enquanto o congressista Ron Paul defendeu as propagandas que "mostram a verdade" sobre um candidato, o favorito na corrida se queixou de ser objeto de ataques "onerosos e completamente imprecisos".

Conscientes de que a Carolina do Sul apresenta atualmente taxa de desemprego de 9,9%, os aspirantes deram atenção especial ao tema da criação de postos de trabalho, e o governador do Texas, Rick Perry, se atreveu a assegurar que o estado "está em guerra com o Governo federal".

Por sua vez, Gingrich e Perry criticaram o ex-governador de Massachusetts por seu período à frente da Bain Capital, uma empresa de capital privado que comprava companhias a fim de remodelá-las, mas após o que muitas delas se declararam em quebra.

Romney insistiu que quando ele dirigiu a companhia, nas décadas de 80 e 90, esta tinha sólidos resultados, e defendeu que a quebra é, às vezes, uma "oportunidade de reestruturação" para as empresas.

Mas o momento mais incômodo para o favorito no debate aconteceu quando um moderador perguntou se ele teria assinado a mesma lei de despesas da Defesa que Obama rubricou em 31 de dezembro, e que impõe custódia militar a todo detido por terrorismo.

A resposta afirmativa de Romney provocou uma vaia geral entre a audiência.

"Aqueles que colaboraram com a Al Qaeda não têm direito a um processo legal corrente. Devem ir para a prisão", explicou.

Por outro lado, o ex-senador Rick Santorum assinalou que "deveria ser mantido o padrão para que os cidadãos americanos detidos indefinidamente tenham o direito de serem julgados".

Dias após transmitir na Flórida sua primeira propaganda em espanhol, Romney se defendeu frente às críticas dos que o veem como um candidato oposto aos interesses dos hispânicos, especialmente por sua promessa de vetar o "Dream Act", um projeto de lei que abriria o caminho à cidadania para alguns imigrantes ilegais menores de 16 anos. 

 

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