Romney rebate críticas de sua atuação como empresário

O candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Mitt Romney, está tentando minimizar as questões sobre seu histórico como empresário, como alguém que manteve parte de sua vasta fortuna em contas no exterior. Já o presidente Barack Obama, do Partido Democrata, procura aumentar a arrecadação de sua campanha para uma eleição em novembro que vai ser a mais cara, e uma das mais disputadas, da história.

WASHINGTON, Agência Estado

17 de julho de 2012 | 14h06

A principal preocupação dos eleitores continua a ser a economia em dificuldades, além do desemprego de 8,2%, mas Obama conseguiu desviar a atenção de Romney da questão com ataques à sua atuação como homem de negócios.

Obama estará no Texas nesta terça-feira, 17, tentando arrecadar US$4 milhões de doadores gays, latinos e milionários. Romney fará campanha na Pensilvânia, um dos dez Estados que devem decidir o resultado da eleição. A Flórida é outro, e o presidente estará lá na quinta e sexta-feira.

Os democratas levaram ao ar uma campanha publicitária que questiona a decisão de Romney de divulgar sua declaração de renda dos últimos dois anos apenas, quebrando uma tradição iniciada por seu pai, George Romney, de mostrar as declaração de impostos dos 12 anos anteriores. A propaganda pergunta se o republicano teria sonegado impostos.

A campanha de Obama também vem atacando a vida profissional de Romney. Ele diz que seu histórico de empresário é sua principal qualificação para ser presidente, e que também é a fonte de sua fortuna, de $ 250 milhões. A campanha do republicano contra-ataca dizendo que o Departamento de Energia facilitou empréstimos e subvenções para diversas companhias ligadas a simpatizantes de Obama.

Romney diz que deixou a firma de investimentos Bain Capital no início de 1999, pouco antes da empresa começar a investir em companhias que foram pioneiras em terceirizar serviços no exterior. Ele diz que não teve nenhum papel nas transações e decisões. Dois anos depois, no entanto, a Bain ainda preenchia documentos que indicavam Roney como o CEO, presidente, único acionista e controlador da empresa.

"Isso não é um ataque pessoal. É uma questão sobre a lógica de sua candidatura", disse Obama em entrevista para WEWS-TV. As informações são da Associated Press.

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