Romney vence em Oregon e Nebraska e se aproxima da nomeação republicana

Mesmo com mais 57 delegados, Mitt Romney ainda não chegou aos 1.144 necessários

Efe,

16 Maio 2012 | 04h17

WASHINGTON - O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Mitt Romney venceu nesta terça-feira, 15, as primárias de Nebraska e Oregon, dando mais um passo para obter os 1.144 delegados necessários para ser o nome de seu partido nas eleições de novembro.

 

Com 74% das urnas apuradas em Nebraska, Romney liderava com 71% dos votos. O ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, que abandonou a disputa pela nomeação do Partido Republicano no mês passado, ainda assim recebia 14% dos votos.

 

No Oregon, com 54% dos votos apurados, Romney tinha 73% dos sufrágios, bastante à frente do congressista Ron Paul, que somava 12%. O ex-governador de Massachusetts concorre praticamente sozinho, uma vez que Paul, seu único oponente ativo, anunciou na segunda-feira que abandonava suas atividades de campanha.

 

No entanto, segundo cálculos da emissora "CBS", mesmo conquistando os 32 delegados de Nebraska e os 25 do Oregon, Romney não chega aos 1.144 necessários para sua nomeação oficial, somando 963. Os analistas calculam que o "número mágico" pode ser conquistado no final deste mês com as primárias do Texas, nas quais estarão em jogo 155 delegados, ou no princípio de junho, com as da Califórnia, nas quais serão distribuídos 172 delegados.

 

Enquanto isso, Romney, já falando como candidato, criticou durante a manhã as políticas econômicas de Obama em um ato de campanha em Iowa, onde prometeu contenção fiscal e cortes nos gastos públicos. "Chegou o momento de um líder que dirija, que nos tire deste inferno de dívida e despesa", disse. Romney criticou o plano apresentado pela administração Obama em 2009 para estimular a economia e acusou o atual presidente de não ter conseguido melhorar a situação econômica.

 

"Ainda devemos dinheiro, ainda estamos pagando os juros, e assim seguirá por algum tempo depois de sua Presidência terminar", avaliou o aspirante republicano, em declarações que mostram o duelo já limitado aos dois. De fato, a campanha de Obama, que se manteve na expectativa da definição do candidato republicano para evitar desgastar-se contra uma amálgama de possíveis oponentes, já começou os ataques diretos contra Romney.

 

A equipe de Obama lançou anúncios com trabalhadores da siderúrgica GS Technologies, que asseguram que a empresa era "robusta" até ser adquirida pela Bain Capital. Como esse fundo de investimentos era dirigido por Romney e demitiu 750 funcionários, Obama questiona seu compromisso com a criação de empregos e a economia, um de seus pontos fortes.

 

A campanha de Romney contra-atacou com o vídeo intitulado "American Dream" ("Sonho Americano"), no qual empregados da empresa Steel Dynamics Inc. contam como o investimento da Bain Capital salvou a companhia. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, respondeu aos ataques de Romney dizendo que o pré-candidato republicano quer repetir políticas que levaram aos altos déficits e à recessão, e lembrou que a crise aconteceu após duas legislaturas republicanas.

 

Após oito anos de governo republicano, com George W. Bush à frente, "não só houve grandes déficits; houve uma catástrofe econômica que se desenvolveu neste país e ao redor do mundo", assinalou. O ex-presidente Bush, que até então se mantivera à margem da disputa republicana, deu nesta terça-feira seu apoio a Romney em uma breve declaração ao canal "ABC News".

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