Romney vence primárias no Texas e se consolida como oponente de Obama

Republicano já superou o nº de delegados necessário e tentará impedir reeleição do democrata

Efe,

30 de maio de 2012 | 01h50

WASHINGTON - Ao vencer nesta terça-feira, 29, as primárias do Texas, Mitt Romney superou o número de delegados necessário para ser o candidato republicano que, em novembro, tentará impedir a reeleição do democrata Barack Obama.

 

Romney acrescentou a sua conta ao menos 91 dos 155 delegados distribuídos no Texas. Como o pré-candidato já tinha 1.066 representantes do Partido Republicano dispostos a apoiá-lo, segundo as projeções da "CNN", o número requerido de 1.144 foi superado.

 

 

A designação oficial do candidato republicano às eleições de novembro acontecerá no final de agosto, em Tampa (Flórida), durante a convenção nacional desse partido. O empresário de 65 anos, que se chegar à Casa Branca será o primeiro presidente mórmon da história dos Estados Unidos, se mostrou "honrado e agradecido" por alcançar a conquista.

 

"Nosso partido se uniu sob o objetivo de deixar para trás os erros dos últimos três anos e meio", disse Romney em comunicado. "Não subestimo a dificuldade da tarefa que enfrentamos, mas, sejam quais forem os desafios que encontremos, não nos conformaremos com nada menos que com devolver os EUA ao caminho do pleno emprego e da prosperidade", acrescentou o aspirante.

 

Longe de fazer campanha no Texas, e apesar das críticas por não ter organizado nem um só comício nesse estado, o aspirante republicano passou a terça-feira no Colorado e em Nevada, dois estados primordiais rumo às eleições de novembro. Em Craig (Colorado), Romney afirmou que os americanos estão "decepcionados" com o Governo Obama, e prometeu fazer "as coisas irem melhor" no país se chegar à Casa Branca.

 

Além disso, assistiu a um ato de arrecadação de fundos em Las Vegas (Nevada) em companhia do magnata Donald Trump, que lhe deixou em uma saia justa ao resgatar a teoria de que Obama não nasceu na realidade dos EUA, desfraldada por muitos republicanos e da qual Romney se distanciou.

 

A vitória do ex-governador de Massachusetts marcou também a derrota do congressista Ron Paul, o único de seus rivais que se mantém na disputa, apesar de ter suspendido seus atos de campanha, e que nesta terça-feira recebeu pouco mais de 10% dos votos no Texas, estado que representa.

 

Apesar de ainda competir com Paul, Romney já faz campanha há semanas como o virtual candidato republicano, com um discurso focado na débil recuperação econômica dos EUA sob a gestão de Obama, a quem responsabiliza pela elevada taxa de desemprego, que se mantém em 8,1%.

 

Esse discurso e sua condição de experiente empresário parecem ter-lhe garantido o apoio necessário em uma disputa republicana na qual partiu como favorito, mas que se mostrou mais disputada que o esperado e na qual teve de lutar contra uma imagem de multimilionário distante dos problemas da classe média.

 

Romney já acumula o respaldo de seus grandes rivais nessa disputa, o ex-senador Rick Santorum e o ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, e também tem o apoio dos ex-presidentes George Bush pai e George W. Bush. "Romney dará aos EUA a direção que precisamos desesperadamente", disse em comunicado Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês).

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