Romney volta para casa após viagem cheia de gafes

Em busca da simpatia de eleitores católicos, em especial os de origem polonesa, o candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, fechou ontem seu roteiro no exterior com uma visita a Varsóvia. Desta vez, sem gafes. No entanto, ele não escapou de cometer algumas trapalhadas ao tentar atrair a simpatia dos líderes poloneses e criticar o governo de Barack Obama.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2012 | 03h07

A economia da Polônia, insistiu Romney, estimula a "inovação, a atração de investimento, a expansão do comércio e os gastos conforme os recursos disponíveis". "O mundo deve ficar atento à transformação da economia polonesa", disse Romney, omitindo o fato de o ritmo de crescimento estar em queda e o desemprego em alta no país.

Programada para reforçar a imagem de Romney como um líder preparado para os desafios da política externa, sua viagem por Grã-Bretanha, Israel e Polônia foi um desastre, segundo analistas. Ele desagradou britânicos, palestinos, russos e parte dos poloneses. A tensão entre os membros de sua equipe chegou a explodir ontem na forma de insultos de seu porta-voz, Rick Gorka, aos jornalistas que lhe questionavam sobre as gafes em Israel.

No dia 29, Romney disse que Jerusalém é a capital de Israel. O governo americano, mesmo quando conduzido por republicanos, diz que o tema ainda está em negociação. Além disso, Romney atribuiu o grau distinto de desenvolvimento econômico entre Israel e os territórios palestinos a "diferenças culturais". A declaração foi recebida pela Autoridade Palestina como "expressão de racismo". / D.C.M.

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