Rompimento de dique mata 58 na Indonésia

Vazão de represa inunda região perto de Jacarta durante a madrugada, surpreende moradores e destrói maior parte da infraestrutura da área

AP, AFP E EFE, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

O rompimento de uma represa no Distrito de Tangerang, 20 quilômetros a sudoeste de Jacarta, inundou centenas de casas e deixou pelo menos 58 mortos. Moradores da área descreveram a enchente da madrugada de ontem como um tsunami, que também destruiu carros e arrancou árvores.Autoridades calculam que mais de 5 mil pessoas estão desabrigadas e cerca de 100 ficaram feridas após o local ser tomado pela onda de mais de três metros de altura que se formou com a ruptura da represa. "A maioria dos mortos está nas áreas mais distantes da represa porque os que moravam mais perto escutaram as sirenes de alarme minutos antes do rompimento e conseguiram fugir", afirmou Ignácio León, chefe do Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha) na Indonésia.O governo indonésio afirmou que choveu muito antes do rompimento da represa e também foram registrados ventos fortíssimos. "O desastre ocorreu de forma repentina e surpreendeu quem estava dormindo", afirmou Danang Susanto, do Ministério da Saúde.Mais de 400 casas ficaram alagadas, além de várias empresas, cinco subestações elétricas e uma escola. Muitos dos feridos estão sendo atendidos em uma universidade próxima do local do desastre, para onde também estão sendo levados os corpos encontrados."A enxurrada era tão forte que parecia um tsunami", disse Cecep Rahman, de 63 anos, que perdeu a mulher, o filho e a neta de 10 meses na inundação. "Não pude fazer muito por minha família porque fui levado e atingido por escombros."O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, o vice-presidente do país, Jusuf Kalla, e o ministro de Bem-Estar Social, Aburizal Bakrie, visitaram as áreas afetadas ao longo do dia para falar com os desabrigados e analisar as dimensões da tragédia.Inundações e deslizamentos de terra são comuns na Indonésia durante essa época do ano, caracterizada pelas chuvas monção. Os danos são agravados pela falta de investimentos na infraestrutura e de manutenção.

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