7Day News / Reuters
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Rompimento de represa em Mianmar inunda vilarejos e obriga retirada de 50 mil pessoas

Acidente bloqueou parte de uma rodovia que conecta as cidades de Rangum, Mandalay e a capital Naypyidaw; porta-voz disse que ainda não há registro de vítimas

O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 11h40

RANGUM, MIANMAR - Mais de 50 mil pessoas deixaram suas casas depois que o rompimento de uma represa inundou comunidades no centro de Mianmar nesta quarta-feira, 29, e bloqueou parte de uma rodovia que conecta as cidades de Rangum, Mandalay e a capital Naypyidaw, disseram autoridades.

O Corpo de Bombeiros de Mianmar enviou uma brigada à represa de irrigação de Swar após o rompimento, que aconteceu às 5h30 (locais) e liberou água sobre cidades próximas. “O (desaguadouro) da represa se rompeu e inundou os dois vilarejos próximos à rodovia”, disse a corporação em sua página no Facebook.

Fotos publicadas na rede social mostram soldados de Mianmar retirando pessoas em balsas e caiaques de bambu improvisados e carregando crianças e idosos em locais cobertos de água até o joelho.

O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, afirmou que até o início desta tarde não havia registro de vítimas.

Muitas pessoas, incluindo algumas que não foram prejudicadas diretamente pelas enchentes, decidiram deixar suas casas por medo de que o nível de água suba ainda mais, segundo um funcionário do Departamento de Gestão de Desastres Naturais que pediu para não ser identificado, pois não tem autorização para falar com veículos de comunicação.

Ao todo, 12 mil famílias, ou um total de 54 mil pessoas, saíram de suas casas, informou um funcionário do Departamento de Alívio e Reassentamento, que também pediu anonimato.

A represa foi construída ao longo do córrego Swar em 2004. Ela pode armazenar o equivalente a 87.550 hectares de água e irriga mais de 8 mil hectares de terras de cultivo, de acordo com um documento do Ministério da Agricultura e Irrigação publicado na internet.

Uma hidrelétrica se rompeu no vizinho Laos em julho, deslocando milhares de pessoas e matando ao menos 27, o que ressalta os temores com a segurança de muitas represas localizadas no sudeste da Ásia. / REUTERS

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