Rompuy defende resposta ao uso de armas químicas

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, pediu uma resposta internacional ao uso de armas químicas na Síria, alegando que o incidente é "uma evidente violação do direito internacional e um crime contra a humanidade."

AE, Agência Estado

04 de setembro de 2013 | 07h53

Van Rompuy não citou especificamente o regime do presidente sírio, Bashar Assad, como o responsável pelo ataque em Damasco no mês passado, mas a sua linguagem foi parecida com a de outros líderes, como o presidente dos EUA, Barack Obama, que explicitamente acusou o governo sírio.

"A comunidade internacional não pode permitir que esse precedente terrível seja criado", disse Van Rompuy em um discurso para diplomatas da União Europeia. "Não pode haver impunidade."

Obama disse que os EUA vão realizar ataques militares limitados contra a Síria, apesar de o presidente ter solicitado a aprovação do Congresso antes de prosseguir. A reação entre as nações europeias foi dividida, com alguns líderes questionando a eficácia da ação militar. A França disse que vai se juntar à ação dos EUA, enquanto o parlamento do Reino Unido bloqueou recentemente um movimento do primeiro-ministro David Cameron na direção de um envolvimento na ofensiva.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, também pediu uma resposta internacional forte, embora ele tenha deixado claro que a Otan, assim como a UE, não deve liderar a ofensiva. Fonte: Dow Jones Newswires.

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