Rosales vota na Venezuela e denuncia atrasos nas eleições

O candidato à presidência da Venezuela Manuel Rosales, que representa a oposição a Hugo Chávez, votou pouco depois das 10 horas (12 horas de Brasília) em um centro eleitoral de Maracaibo e denunciou atrasos que, na sua opinião, podem ser deliberados em algumas seções.Em meio ao assédio de jornalistas e eleitores, Rosales afirmou que houve demora e irregularidades em alguns centros e pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que agilize o processo em locais onde, disse, há "máquinas paralisadas".O candidato de mais de 40 partidos da oposição destacou que os eleitores devem examinar suas cédulas com atenção para que não ocorram problemas quando forem votar. Em suas declarações à imprensa, Rosales, governador do estado Zulia, parabenizou a população por seu "civismo" e pelo comparecimento "em massa" nas seções eleitorais. Além disso, elogiou o "Plano República", elaborado pelas Forças Armadas para garantir a segurança no pleito, e disse que, "apesar de todas as previsões, hoje a Venezuela vota, maciçamente, em paz e de maneira civilizada". O candidato da oposição, principal adversário do presidente Hugo Chávez, que tenta a reeleição, conclamou os que ainda não foram votar dêem "sua opinião". Perguntado sobre os resultados da eleição, Rosales se limitou a dizer que o céu está claro, um indício de que "melhores tempos virão". "O céu está lindo, está brilhante, está azulzinho", frisou Rosales, em alusão à cor "azul", que marcou sua campanha contra o "vermelho" do "chavismo".O candidato, que disse que voltará para Caracas, onde acompanhará a apuração, demorou vários minutos até chegar a sua seção e votar. Depois, ao sair, teve dificuldades para abrir passagem entre os vários seguidores e jornalistas que o rodeavam.

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