Andy Sullivan, Reuters/O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2014 | 02h11

O presidente dos EUA, Barack Obama, deu um roteiro de campanha aos seus colegas democratas que vão enfrentar uma dura disputa nas eleições parlamentares de novembro: desafiar os republicanos que criticam a lei de assistência médica, conhecida como Obamacare, a oferecer algo melhor. Durante o discurso sobre o Estado da União, o presidente não mencionou os problemas do programa. Em vez disso, retratou a iniciativa, elaborada para dar cobertura a milhões de americanos não segurados, como uma rede de proteção crucial para evitar o desastre financeiro e médico das pessoas. "Isso é reforma de seguro médico, saber que, se algo acontecer, você não precisa perder tudo", disse. A mensagem pode virar uma cartilha para senadores democratas como Kay Hagan, da Carolina do Norte, Mary Landrieu, da Louisiana, Mark Pryorm, de Arkansas, e Mark Begich, do Alasca, que tentam convencer os eleitores em Estados de tendência republicana que a lei não é o desastre que os conservadores dizem que é. Para isso, os democratas devem utilizar a seguinte estratégia: lembrar os eleitores de que os republicanos da Câmara votaram mais de 40 vezes contra o Obamacare, mas não apresentaram uma alternativa. "Todos nós devemos dizer ao povo americano do que somos a favor e não somente do que somos contra", afirmou Obama. Não está claro ainda se essa estratégia de confronto será suficiente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.