Roubo de petróleo financia insurgência iraquiana

O oceano de petróleo no subsolo do Iraque deveria servir para reconstruir o país e, depois, torná-lo próspero. Mas pelo menos um terço, e possivelmente muito mais, do combustível da refinaria em Baiji, a maior do Iraque, é desviado para o mercado negro, segundo militares americanos. Passados cinco anos do início da guerra, a insurgência continua uma força letal no Iraque. Mesmo após os EUA aumentarem o número de tropas no país, o fluxo contínuo de dinheiro ainda dá força aos rebeldes. Na realidade, é o dinheiro, muito mais do que a ideologia jihadista, que é a motivação crucial para a maioria dos insurgentes sunitas. Militares e analistas dizem que, em grande parte, os grupos insurgentes arrecadam e gastam o dinheiro de forma autônoma.A corrupção que direciona o dinheiro para a insurgência não se limita à refinaria de Baiji. Em Mossul, por exemplo, os insurgentes têm desviado lucros de fábricas de refrigerantes e cimento, disseram militares americanos. Analistas estimam que a Al-Qaeda do Iraque recebe de US$ 50 mil a US$ 100 mil por dia com fraudes em Baiji.Na tentativa de ampliar a receita do petróleo, o Iraque anunciou ontem que pagará US$ 2,5 bilhões à BP, Royal Dutch Shell, Exxon Mobil, Chevron e Total para que aumentem a produção em 25%.

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