Rouhani reúne-se com Hollande, mas esnoba Obama

O novo presidente do Irã, Hasan Rouhani, aceitou conversar com seu homólogo francês, François Hollande, às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas não se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2013 | 17h40

A expectativa de um encontro histórico - ainda que breve - entre Obama e Rouhani foi descartada nesta terça-feira, logo no primeiro dia dos debates na ONU, nos quais chefes de Estado e de governo de todo o mundo discursam na Assembleia Geral.

De acordo com fontes na Casa Branca, o Irã rejeitou uma proposta dos EUA para que Obama e Rouhani se reunissem esta semana. Segundo as fontes, a Casa Branca sugeriu a realização de "um encontro" entre os dois, mas representantes do governo iraniano alegaram que seria "complicado demais" realizar uma reunião neste momento.

Ao longo dos últimos dias circularam rumores sobre a possibilidade de uma reunião entre os dois. Apesar de autoridades norte-americanas terem dito que não havia nenhuma reunião planejada, a possibilidade também não era descartada. Há 36 anos, presidentes dos EUA e do Irã não se encontram face a face.

Hoje, Rouhani esquivou-se de um almoço oferecido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Segundo a emissora Press TV, Rouhani não compareceu porque seriam servidas bebidas alcoólicas no evento, ocorrido horas antes do primeiro discurso do novo presidente iraniano na Assembleia Geral da ONU, previsto para mais tarde.

Mais cedo, em seu discurso na ONU, Obama adotou um tom mais moderado em relação ao Irã. Ele afirmou ter orientado seu chanceler, John Kerry, a buscar um acordo com Teerã, e disse "acreditar firmemente que o caminho diplomático precisa ser testado".

Obama também declarou-se encorajado pelo caminho de moderação buscado pelo novo presidente do Irã, mas insistiu em que "as palavras de conciliação precisam ser acompanhadas de ações que sejam transparentes e verificáveis".

Hollande, antes de entrar para a reunião com Rouhani, disse que o Irã deve dar "passos concretos" para mostrar que não está desenvolvendo armas nucleares. "Eu ouço o que o presidente do Irã está dizendo, mas as palavras precisam se transformar em ações. Nós precisamos de gestos. Não deve haver nenhuma dúvida a respeito da proliferação nuclear e sobre o acesso a armas nucleares", declarou ele. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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