RSF acusa China de impedir que advogado visite dissidente detido

Mais de 20 agentes da Polícia estão permanentemente postados em frente ao apartamento onde vive Zeng

EFE,

12 de janeiro de 2008 | 05h34

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) acusou as autoridades chinesas de não permitir que o dissidente Hu Jia, detido desde 27 de dezembro por "incitar à subversão", seja visitado por seu advogado. Em comunicado recebido neste sábado, 12, pela Efe, a RSF denunciou além disso que a Polícia chinesa está impedindo que os jornalistas estrangeiros visitem a mulher do ativista, Zeng Jinyan, que há dois meses teve uma filha. "O Governo está adotando uma posição inclusive mais dura, tirando a liberdade da mulher de Hu e da sua filha de dois meses", disse a organização de defesa da liberdade de expressão. Um dos advogados do ativista, Li Jinsong, foi posto sob prisão domiciliar durante várias horas num hotel de Pequim. Ele havia convocado jornalistas estrangeiros para explicar que era impossível entrevistar Zeng. Neste momento ele está sob vigilância policial, acrescentou a ONG. Mais de 20 agentes da Polícia estão permanentemente postados em frente ao apartamento onde vive Zeng, totalmente isolada desde a detenção de seu marido. Cortaram a sua linha telefônica e o acesso à internet, segundo a RSF. Defensor dos direitos humanos, Hu Jia foi detido dia 7 de dezembro, acusado de "incitar à subversão" e revelar "segredos de Estado", acusação ambígua que o Governo chinês costuma utilizar contra os dissidentes. 

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