RSF elogia transparência chinesa em cobertura de terremoto

Porém, a entidade faz ressalvas ao fato de Pequim ainda não permitir o acesso aberto de jornalistas ao Tibete

EFE

31 de maio de 2008 | 05h49

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aplaudiu neste sábado a transparência nas informações da China durante o desastre causado pelo terremoto de 12 de maio, e reivindica a aplicação da mesma política sobre o Tibete, onde ainda permanece o veto aos jornalistas estrangeiros. "O Governo está permitindo um nível sem precedentes de liberdade aos meios de comunicação estrangeiros em Sichuan", reconhece a RSF em comunicado sobre o terremoto na China. No entanto, a ONG reivindica ao departamento de Propaganda do Governo chinês que "os jornalistas chineses deveriam ser tão livres como seus colegas estrangeiros para poder escrever sobre as reações negativas dos pais das milhares de crianças mortas no desabamento de muitas escolas durante o terremoto de Sichuan". Além disso, A RSF volta a criticar no comunicado o fato de Pequim ainda não permitir o acesso aberto de jornalistas ao Tibete. "(A transparência) deveria estender-se às regiões tibetanas que a imprensa internacional não pode visitar de maneira aberta desde os distúrbios ocorridos em Lhasa, em março", afirma. A RSF acrescenta que Pequim "está tentando evitar que os meios de comunicação internacionais possam confirmar algumas informações sobre novas detenções no Tibete e as campanhas de reeducação realizadas desde março". A ONG assegura que tem informações de que vários jornalistas estrangeiros foram rechaçados quando tentavam entrar no Tibete.

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