Yasuyoshi CHIBA / AFP
Yasuyoshi CHIBA / AFP

Ruanda começa cem dias de homenagens a mortos em genocídio

Primeiro dia relembrou os 800 mil assassinados entre abril e julho de 1994 e teve uma vigília no estádio da capital

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2019 | 21h44

KIGALI - Ruanda começou neste domingo, 7, a relembrar os 25 anos do genocídio que matou 800 mil pessoas entre abril e julho de 1994, principalmente da minoria tutsi, mas também hutus moderados. O país começou um período de luto nacional de cem dias, em homenagem aos mortos.

O presidente Paul Kagame e a primeira-dama Jeannette Kagame colocaram coroas de flores e acenderam uma chama no cemitério do Centro Memorial do Genocídio de Kigali, na capital do país, onde estão enterradas 250 mil vítimas. Participaram da cerimônia líderes de Chade, Congo, Djibuti, Níger, Bélgica, Canadá, Etiópia, bem como a União Africana e a União Europeia. “Estou comovido além das palavras neste memorial”, disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O evento incluiu uma procissão pela capital até o Estádio Nacional de Kigali, onde 30 mil pessoas participaram de uma cerimônia à luz de velas à noite. “Vinte e cinco anos atrás, Ruanda caiu em uma vala profunda devido à má liderança. Hoje, somos um país de esperança e uma nação elevada”, disse Agnes Mutamba, de 25 anos, que nasceu durante o genocídio. 

“Hoje, o governo uniu todos os ruandeses como um povo com a mesma cultura e história e está acelerando a transformação econômica”, disse Oliver Nduhungihere, ministro de Relações Exteriores de Ruanda.

O assassinato em massa da minoria tutsi de Ruanda foi desencadeado em 6 de abril de 1994, quando um avião que transportava o presidente Juvenal Habyarimana foi abatido e caiu em Kigali, matando o líder, que, como a maioria dos ruandeses, era hutu. A minoria tutsi foi culpada por derrubar o avião e bandos de extremistas hutus começaram a massacrar os tutsis, além de hutus moderados, com o apoio do Exército, da polícia e das milícias.

Um quarto de século após o genocídio, corpos de vítimas ainda são encontrados em valas comuns. /AFP

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