Ruanda e Uganda armam rebeldes do Congo, diz ONU

O ministro da Defesa de Ruanda está comandando uma rebelião no leste da República Democrática do Congo, e Uganda também enviou tropas para ajudar a insurgência em um letal ataque contra forças de paz da ONU, segundo um relatório da entidade ao qual a Reuters teve acesso na terça-feira.

LOUIS CHARBONNEAU E MICHELLE NICHOLS, Reuters

16 de outubro de 2012 | 21h13

O Grupo de Especialistas do Conselho de Segurança disse em um documento confidencial de 44 páginas que Ruanda e Uganda, a despeito de suas negativas, continuam apoiando os rebeldes do grupo M23, que há seis meses lutam contra as forças do governo congolês.

O texto diz que o M23 ampliou o território sob seu controle, intensificou o recrutamento de menores para atividades militares e executou sumariamente recrutas e prisioneiros.

"O governo de Ruanda continua violando o embargo de armas por meio de apoio militar direto aos rebeldes do M23, à facilitação do recrutamento, ao estímulo e facilitação de deserções das FARDC (Forças Armadas congolesas) e também do fornecimento direto de armas e munições, inteligência e assessoria política", diz o relatório.

Uganda e Ruanda negam essas acusações.

"A cadeia de comando do M23 na prática inclui o general Bosco Ntaganda e culmina com o ministro ruandês da Defesa, general James Kabarebe", acrescentam os especialistas, que monitoram a adesão às sanções da ONU e ao embargo armamentista em vigor no Congo.

Ntaganda, um ex-general congolês apelidado de "Exterminador", é procurado pelo Tribunal Penal Internacional, de Haia, que o acusa de crimes de guerra, como o recrutamento de crianças como soldados.

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