Ruanda lembra 15 anos do genocídio que matou 500 mil

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, disse hoje, durante a cerimônia que marcou o aniversário do genocídio ocorrido no país em 1994, que o povo de seu país foi "abandonado no momento de necessidade". Kagame falou para cerca de 4 mil pessoas, dentre elas sobreviventes dos mais de 500 mil assassinatos, que se reuniram no local onde milhares de pessoas foram mortas nos primeiros dias do massacre. "Nós precisamos nos lembrar, mas a vida precisa continuar. Precisamos continuar a construir um futuro melhor", disse Kagame.

AE-AP, Agencia Estado

07 de abril de 2009 | 19h51

O ato em Nyanza, nas proximidades da capital Kigali, marcou o início de uma semana de luto pelos membros da minoria étnica tutsi e dos moderados da maioria hutu que foram alvos dos assassinatos. Durante a semana de luto, os ruandeses farão vigílias em locais públicos e privados e todas as atividades de entretenimento e esportivas estão suspensas.

O governo liderado por extremistas hutu liderou o massacre depois que as forças de paz belgas deixaram o país. "O povo de Ruanda foi abandonado num momento de necessidade. Aquelas pessoas estavam aqui e foram nomeadas para proteger o povo de Ruanda", disse Kagame, referindo-se às forças de paz. Cherie Blair, mulher do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, estava entre os estrangeiros que compareceram à cerimônia.

O genocídio em Ruanda começou horas depois que o avião que levava o presidente Juvenal Habyarimana ter sido misteriosamente derrubado quando se aproximava de Kigali, na noite de 6 de abril de 1994. O líder voltava de negociações para o compartilhamento de poder com rebeldes liderados por tutsis. O genocídio terminou depois que os rebeldes de Kagame derrubaram o governo extremista hutu que havia orquestrado os assassinatos.

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