REUTERS/Gary Cameron
REUTERS/Gary Cameron

Rubio diz que não será candidato a vice

Senador de origem cubana anunciou na terça-feira sua retirada da corrida presidencial após derrota na Flórida, seu colégio eleitoral

O Estado de S. Paulo

17 de março de 2016 | 18h18

WASHINGTON - O senador Marco Rubio, que nesta terça-feira abandonou a corrida pela presidência dos Estados Unidos, descartou nesta quinta-feira, 17, a possibilidade de ser companheiro de chapa dos três pré-candidatos do Partido Republicano que seguem na disputa.

"Não vou ser o vice-presidente de ninguém. Não estou interessado em ser vice-presidente", afirmou o senador pela Flórida em declarações a jornalistas no Capitólio de Washington, sede do Congresso dos Estados Unidos.

Em suas primeiras declarações públicas desde que suspendeu sua campanha presidencial, na terça-feira passada, Rubio também antecipou que não tentará se eleger governador da Flórida nem buscará a reeleição como senador. "Vou terminar meu mandato no Senado durante os próximos dez meses (...) e em janeiro serei um americano comum", ressaltou Rubio.

O senador de origem cubana anunciou na terça-feira sua retirada da corrida presidencial após reconhecer a "grande vitória" do polêmico magnata Donald Trump nas eleições primárias realizadas nesse dia na Flórida.

Trump disputa agora com apenas dois rivais a candidatura republicana à Casa Branca nas eleições de novembro: o senador ultraconservador de origem cubana pelo Texas, Ted Cruz, e o governador moderado de Ohio, John Kasich.

Rubio, grande esperança do aparelho republicano para conter Trump, a quem o setor tradicional do partido rejeita por seu discurso xenófobo, populista e violento, se declarou hoje "orgulhoso" de sua campanha, mas admitiu que não chegou "o suficientemente longe".

"Ainda há tempo para impedir a indicação de Trump, que acredito que quebrará o partido e prejudicará o movimento conservador", comentou o já ex-candidato presidencial.

Trump acumula 673 delegados desde que começou o processo de eleições primárias e caucuses (assembleias populares) no dia 1º de fevereiro, mais da metade dos 1.237 necessários para conseguir a candidatura presidencial.

Esses delegados devem validar a designação do candidato presidencial na Convenção Nacional Republicana de julho.

No entanto, o multimilionário terá de acelerar seu ritmo de vitórias a fim de conseguir os 1.237 delegados necessários para evitar uma Convenção Nacional disputada, ou seja, sem um candidato presidencial que tenha alcançado a maioria.

Esse cenário, que não tem precedentes desde 1976 e o aparelho do Partido Republicano persegue com afinco para desbancar Trump, daria aos delegados liberdade de voto e poderia até mesmo abrir as portas a um candidato que não tenha participado das primárias.

O magnata nova-iorquino advertiu nesta quarta-feira que haverá "distúrbios" se chegar à Convenção Nacional com vantagem no número de delegados, mas o partido decidir questionar sua liderança nas eleições primárias. / EFE

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