Rubio, estrela republicana, contestará fala

O político escolhido pelo Partido Republicano para responder ao discurso sobre o Estado da União de Barack Obama é Marco Rubio. Cubano-americano de 41 anos, senador pelo Estado da Flórida, católico e bilíngue, Rubio tornou-se o único líder da legenda credenciado para atrair eleitores latino-americanos e jovens sem abrir mão do receituário conservador. Trata-se do nome mais forte entre os republicanos, neste momento, para a disputa da Casa Branca em 2016.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2013 | 02h03

O anúncio de sua escolha foi feito na semana passada por dois caciques do partido - o presidente da Câmara, John Boehner, e o líder republicano no Senado, Mitch McConnell. "Rubio é um dos nossos líderes mais dinâmicos e inspiradores. Ele carrega a bandeira da liberdade, da oportunidade e da prosperidade de uma forma que poucos, no nosso partido, podem fazê-lo", elogiou Boehner.

Sua missão hoje será contrastar a visão republicana com a traçada por Obama em seu discurso no Congresso e apresentar uma alternativa plausível. A tarefa não é nada fácil, dados os fatos de que a visão de Obama prevaleceu nas urnas em novembro e os republicanos se veem pressionados a mudar sua leitura da realidade americana para garantir a sobrevivência eleitoral.

A abordagem do partido sobre a reforma da imigração tornou-se mais flexível desde então. A de Rubio mudou significativamente. Em 2010, o senador da Flórida se opôs à proposta de abrir um caminho para a naturalização de jovens sem documentos trazidos por suas famílias aos EUA. Para ele, isso significaria anistia. Nas eleições de novembro, o candidato republicano, Mitt Romney, teve 27% dos votos latino-americanos - Obama teve 71% - e perdeu até mesmo no reduto cubano da Flórida, eleitorado tradicionalmente cativo do partido e de Rubio.

O recado das urnas foi evidente. Agora, Rubio tornou-se um maiores defensores de uma reforma ampla, cujos princípios foram traduzidos no recente projeto de oito senadores democratas e republicanos. O tema tem potencial para catapultar sua reeleição para o Senado, em 2014, e garantir a ele vantagens na corrida republicana pela candidatura à Casa Branca, em 2016, quando terá 45 anos. / D.C.M.

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