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Ruby se defende e diz que nunca fez sexo com Berlusconi

A mulher marroquina que está no centro do escândalo sexual envolvendo o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi acusou os investigadores de travarem uma guerra psicológica contra ela, mas admitiu que mentiu no passado para esconder sua origem pobre.

Agência Estado

04 de abril de 2013 | 12h04

Num incomum protesto em frente ao tribunal de Milão, Karima el-Mahroug, mais conhecida como Ruby, leu nesta quinta-feira um lacrimoso comunicado negando que foi prostituta e afirmando que nunca fez sexo com Berlusconi. Ela disse também que os promotores deveriam ouvir o seu lado da história.

"Não tenho nada do que me envergonhar e nada a esconder", disse El-Mahroug. Ela afirmou que sofreu o que chamou de "tortura psicológica" da parte de pessoas que fingiam ajudá-la e também acusou a mídia e a ter difamado.

Berlusconi é acusado de ter pago para fazer sexo com El-Mahroug quando ela inda era menor durante uma de suas infames festas "bunga-bunga" em sua vila nas proximidades de Milão, e ter, posteriormente, tentado encobrir o caso. Ambos negam ter tido contato sexual.

O protesto de El-Mahroug foi realizado num momento politicamente sensível para a Itália, quando o partido de centro-direita de Berlusconi busca uma maneira para formar uma coalizão, após ter ficado na segunda colocação numa eleição em fevereiro que teve um resultado inconclusivo.

O Parlamento também está próximo de eleger um novo presidente nas próximas semanas, um processo altamente politizado, tendo em vista que o novo presidente terá, como principal tarefa, convocar novas eleições se nenhum governo puder ser formado com os três blocos que mais obtiveram votos.

El-Mahroug tem sido a personagem mais central dos problemas legais enfrentados por Berlusconi, como a dançarina de clubes noturnos que acabou nas festas do ex-premiê.

O escândalo teve início em 2010, quando surgiram informações de que Berlusconi interveio, em nome de El-Mahroug, depois que ela foi acusada de roubar 3 mil euros de um amigo e foi detida pela polícia de Milão. Berlusconi disse que achava que ela era parente do então presidente do Egito, Hosni Mubarak.

Nesta quinta-feira, El-Mahroug mostrou um velho passaporte no qual seu último nome era "Mubarak" e disse que o erro ocorreu porque ela costumava mentir e se identificar como parente do ex-presidente egípcio. Ela pediu desculpas por ter criado tal "fantasia", mas afirmou que fez isso para escapar "da pobreza e sofrimento no qual eu nasci e vivi antes de deixar minha família na Sicília".

Berlusconi costuma fazer críticas contra magistrados de Milão, que segundo ele abrem casos contra ele por motivos políticos. As informações são da Associated Press.

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