Erin Schaff/The New York Times
Erin Schaff/The New York Times

Rudolph Giuliani, advogado de Trump, discutiu possível perdão com o presidente americano

Ex-prefeito de Nova York estava sob investigação por promotores federais em Manhattan por seus negócios na Ucrânia; ação anteciparia qualquer acusação ou condenação

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 15h03

Rudolph Giuliani, o advogado do presidente Trump que liderou os esforços para prejudicar os rivais políticos de seu cliente e minar os resultados da eleição, discutiu com o presidente na semana passada a possibilidade de receber um perdão preventivo antes que Trump deixe a Casa Branca, segundo o relato de duas fontes ao The New York Times.

Não ficou claro quem levantou o assunto. Os dois também teriam falado anteriormente sobre um perdão para Giuliani. Trump não indicou o que fará, disse uma das pessoas.

Giuliani estava sob investigação por promotores federais em Manhattan por seus negócios na Ucrânia e seu papel na destituição do embaixador americano lá, uma conspiração que esteve no cerne do impeachment de Trump.

Giuliani não respondeu a uma mensagem pedindo comentários. Christianne Allen, sua porta-voz, disse: “O prefeito Giuliani não pode comentar sobre nenhuma discussão que tenha com seu cliente”.

O advogado de Rudolph Giuliani, Robert Costello, disse: “Ele não está preocupado com esta investigação, porque ele não fez nada de errado e essa tem sido nossa posição desde o primeiro dia”. Uma porta-voz de Trump não respondeu a um e-mail do New York Times pedindo comentários.

Um perdão tão amplo que antecipa qualquer acusação ou condenação é altamente incomum, mas tem precedentes. George Washington perdoou os conspiradores da Rebelião do Uísque, um levante entre 1791 e 1794 contra os impostos cobrados pelo governo federal.

No exemplo mais famoso, Gerald Ford perdoou Richard Nixon por todas as suas ações como presidente. Jimmy Carter perdoou milhares de americanos que evitaram ilegalmente o recrutamento para a Guerra do Vietnã.

Trump exerceu seu poder de clemência em casos que tiveram ligação com ele ou afetaram pessoalmente, ou que têm uma linha direta com ele por meio de amigos ou familiares, enquanto milhares de outros casos aguardam sua revisão.

Na semana passada, ele perdoou seu ex-conselheiro de segurança nacional Michael Flynn  por possíveis problemas legais além da acusação que ele enfrentou de mentir para investigadores federais. A mudança aumentou as expectativas de que Trump concederá clemência a outros associados em suas últimas semanas no cargo.

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