Rumores sobre saúde de ex-presidente são comuns

A morte de Fidel Castro já foi anunciada inúmeras vezes desde que os guerrilheiros que ele comandou na Revolução Cubana tomaram o controle de Havana, em 1.º de janeiro de 1959.

O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2012 | 03h01

Nas primeiras décadas de seu governo, rumores consentidos ou espalhados pelos integrantes do regime afirmavam que o líder sobreviveu a diversas tentativas de assassinato e conspirações para tirá-lo do poder.

Boatos sobre sua saúde se tornaram comuns após meados de 1997, quando ele sofreu uma pequena hemorragia cerebral. Em agosto daquele ano, quando Fidel teria sofrido uma recaída, a comunidade cubana de Miami lançou rumores sobre a morte do líder - então com 71 anos - ou afirmava que ele sofria de uma doença grave em virtude dessa condição.

Em 2001, após sofrer um ligeiro desmaio enquanto discursava, o ex-presidente veio a público desmentir rumores sobre sua saúde. "Qualquer um diria que me fingi de morto para ver o enterro que me fariam", ironizou Fidel, na época.

Quando o líder tinha 80 anos, em 2006, a revista Time afirmou que o cubano sofria de um câncer em fase terminal, citando fontes da CIA. Meses antes, o ex-presidente tinha sido submetido a uma cirurgia para conter um sangramento intestinal. "Fidel não tem câncer", disse em dezembro o venezuelano Hugo Chávez, afirmando que ele havia sido internado às pressas em agosto e travava uma "grande batalha" para combater um problema "grave".

Em 2007, Fidel foi à TV estatal cubana, após três meses sem aparecer em público, em meio a mais rumores sobre sua saúde. Em janeiro de 2009, Raúl Castro, que já havia substituído o irmão na presidência, desmentiu boatos semelhantes. / AE

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