Rumsfeld nega que Pentágono tente controlar a CIA

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, desmentiu nesta terça-feira que o Pentágono queira assumir o controle da CIA (central de inteligência americana) ou de outros departamentos de inteligência com a escolha do general Michael Hayden para a direção da agência."Não há um jogo de poder em Washington", assegurou hoje Rumsfeld, em alusão aos temores acerca do perigo que pode representar para a independência da CIA a escolha de um militar para sua chefia.Em entrevista coletiva, o chefe do Pentágono assegurou que a qualidade do debate surgido em torno da conveniência ou não de um militar dirigir a CIA é "medíocre", entre outras razões, porque não é a primeira vez que isso ocorre.Na opinião de Rumsfeld, também não têm sentido os argumentos e as "conspirações teóricas" daqueles que dizem que existe uma luta entre os departamentos de inteligência civis e militares.Segundo o secretário, os que criticam a nomeação do candidato escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deveriam olhar seu currículo e ver que Hayden é "um profissional" que "fará um trabalho excelente pelo país"."O presidente o conhece, confia nele e eu apoio sua indicação", acrescentou.O general, um veterano com 37 anos de serviço na Força Aérea, passou o dia entrando em contato com diversos legisladores, por telefone ou pessoalmente. Para ser nomeado diretor da CIA, o general deve ter seu nome ratificado pelo Comitê de Inteligência do Senado e, depois, pelo plenário desta câmara.Mas alguns políticos, tanto republicanos como democratas, o questionam por sua longa trajetória militar e também por ter sido um dos promotores do programa de espionagem no interior dos EUA promovido pelo Governo e considerado ilegal pela oposição.Quando esteve à frente da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), Hayden supervisionou diretamente o chamado "Programa de Vigilância Terrorista", que deu sinal verde à espionagem de chamadas internacionais, e-mail e fax de moradores dos EUA suspeitos de terrorismo.

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