R.Unido nega planos de uma 2ª votação sobre Síria

O governo britânico não tem planos para realizar uma segunda votação parlamentar sobre a possibilidade de intervir militarmente na Síria, disse o vice-premiê Nick Clegg nesta segunda-feira.

AE, Agência Estado

02 de setembro de 2013 | 07h52

O primeiro-ministro David Cameron sofreu uma das maiores derrotas do seu governo na quinta-feira quando os legisladores votaram pelo placar de 285 a 272 contra uma moção do governo sobre uma intervenção na Síria. Na sexta-feira, Cameron disse que o Reino Unido não participará da ação militar na Síria "aconteça o que acontecer."

Mas, apesar de autoridades reiterarem a posição de Cameron, alguns políticos ainda estão testando a ideia de uma segunda votação parlamentar sobre a participação britânica.

Boris Johnson, prefeito de Londres e uma voz influente no partido conservador de centro-direita de Cameron, disse na segunda-feira que a possível demora na ação dos EUA pode abrir caminho para o Parlamento do Reino Unido reverter a sua posição. No fim de semana, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que deve esperar a autorização do Congresso para agir contra o regime de Bashar Assad.

"A ONU terá mais tempo para" fazer seu relatório, disse ele em um editorial no jornal Telegraph. "Se houver uma evidência nova e melhor que culpe Assad, não vejo nenhuma razão para que o governo deixe de lançar um novo movimento perante o Parlamento, convidando a participação britânica [na Síria]."

Clegg também disse que estava convencido de que o regime de Assad foi responsável pelo ataque de 21 de agosto e que ele e Cameron já haviam apresentado o caso ao Parlamento na quinta-feira.

"O Parlamento não concordou com a gente", disse ele em entrevista à rede BBC. "Nós não vamos voltar ao Parlamento com a mesma pergunta sobre o mesmo assunto, em resposta à mesma atrocidade na semana retrasada porque essa decisão foi tomada pelo Parlamento. Fomos muito claro aos nossos parceiros internacionais, franceses, norte-americanos e outros, que essa é a nossa decisão". Fonte: Dow Jones Newswires.

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