Rússia aceita estudar construção de escudo

Após reunião com Otan, Dmitri Medvedev anunciou apoio técnico para elaboração de plano para proteger Europa de mísseis nucleares

, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Rússia concordaram ontem en cooperar com planos para a construção de um sistema antimísseis para proteger a Europa. A decisão foi tomada durante a primeira reunião em dois anos entre Moscou e a entidade, em Lisboa.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, concordou em envolver seus funcionários na elaboração dos planos, mas não garantiu que seu país estará ligado ao novo sistema de defesa, segundo o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. As relações de Moscou com a organização estavam congeladas desde 2008, por causa da intervenção militar russa na Georgia. "Um período de difíceis e tensas negociações foi superado. Temos planos em larga escala, estaremos trabalhando em todas as áreas, incluindo a defesa europeia contra mísseis", declarou Medvedev.

"As nações da Otan e a Rússia concordaram em escrever que enquanto enfrentamos muitos desafios de segurança, não somos uma ameaça um para o outro", disse Rasmussen. "Poderíamos colaborar um dia no desligamento dos mísseis."

O presidente americano, Barack Obama, elogiou a decisão de Moscou afirmando que ela "transforma uma fonte de ameaças do passado em uma fonte de potencial cooperação contra uma ameaça comum". Obama ganhou o apoio da Otan na sexta-feira para a construção do sistema, integrado por escudos antimísseis instalados na Europa Ocidental e na área da ex-URSS.

Um projeto de escudo proposto anteriormente pelo governo de George W. Bush, que previa a construção de bases antimísseis na Polônia e na República Checa havia sido recusado pela Rússia. Obama abandonou o plano.

As notícias sobre o "Novo Start", porém, de Obama para Medvedev, não foram animadoras. O líder americano trouxe apenas uma vaga esperança de ver aprovado no Senado o tratado bilateral de redução dos arsenais nucleares./ AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.