Rússia acusa 30 ativistas do Greenpeace de 'pirataria'

Todos os 30 ativistas do Greenpeace presos depois de um protesto realizado em 18 de setembro em uma plataforma de petróleo da estatal russa Gazprom no Oceano Ártico foram indiciados pelo crime de "pirataria", confirmaram autoridades locais nesta quinta-feira. O Greenpeace nega que os ativistas tenham cometido algum crime e classifica a acusação de pirataria como "absurda".

AE, Agência Estado

03 de outubro de 2013 | 11h56

Por meio de nota, a Comissão Investigativa russa informou que a fase de indiciamento dos ativistas foi concluída hoje, com a formalização da denúncia contra mais 16 pessoas.

Ontem, as autoridades russas indiciaram 14 ativistas do Greenpeace, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel. A pena máxima prevista para o crime de pirataria na Rússia é de 15 anos de prisão.

Ana Paula fazia parte de um grupo de 30 ativistas de 17 nacionalidades a bordo de um navio do Greenpeace apreendido pela Guarda Costeira russa após o protesto de 18 de setembro. Os 30 ativistas estão detidos em Murmansk, uma cidade portuária no Círculo Polar Ártico.

A plataforma em questão é a primeira instalação offshore de exploração de petróleo no Ártico. A estrutura foi posicionada no Mar de Pechora em 2011, mas dificuldades tecnológicas adiaram o início de seu funcionamento. A Gazprom anunciou no mês passado que começaria a extrair petróleo ainda este ano, mas sem fornecer uma data específica. Fonte: Associated Press.

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