REUTERS/Yuri Kadobnov
REUTERS/Yuri Kadobnov

Rússia acusa oposição venezuelana de alimentar conflito 

Em entrevista à TV russa, analista afirma que operação das forças antichavistas para tirar o político venezuelano Leopoldo López de sua prisão domiciliar foi orquestrada pelos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 15h19

MOSCOU - A Rússia acusou nesta terça-feira, 30, a oposição venezuela de alimentar o conflito político no país e pediu o início de negociações com o governo de Nicolás Maduro para se evitar um banho de sangue. 

Ao vivo: veja a cobertura da crise na Venezuela

"A oposição radical na Venezuela voltou a utilizar novos métodos duros de confrontação" que somente alimentaram o conflito, segundo criticou o Ministério das Relações Exteriores russo, em comunicado. 

"É importante evitar distúrbios e um banho de sangue", afirmou o ministério, instando as partes a conversar. 

No mês passado, Moscou enviou tropas e equipamento para a Venezuela, dizendo que permaneceriam no país o tempo que fosse necessário

Um grupo de militares venezuelanos se amotinou nesta terça-feira contra o presidente Nicolás Maduro, em apoio ao opositor Juan Guaidó, que advertiu que não recuará até a queda do líder bolivariano. 

Em Caracas, a Embaixada da Rússia afirmou que os militares do país sul-americano continuam do lado do governo Maduro, depois da convocação para que opositores saiam às ruas para derrubar o regime chavista.

"Os militares seguem do lado do governo legítimo. Nenhuma instalação militar foi tomada", disse um porta-voz da missão diplomática à agência russa Interfax.

O porta-voz acrescentou que os especialistas militares russos que estão agora na Venezuela não podem intervir nos eventos que acontecem em Caracas porque "não são militares que participam de ações de combate".

Além disso, a fonte acrescentou que esses especialistas assistem à Venezuela em trabalhos de reparação e treinamento de militares, conforme os acordos bilaterais de cooperação técnico-militar.

Golpe 

Em entrevista à TV russa RT, o analista e jornalista internacional José Manzaneda afirmou que a operação das forças antichavistas para tirar o político venezuelano Leopoldo López de sua prisão domiciliar foi orquestrada pelos EUA. 

"Evidentemente é um passo a mais do governo americano e seus títeres na Venezuela com o objetivo de derrotar o governo bolivariano" mediante o "suborno de militares de baixa patente", afirmou o periodista./AFP e EFE 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.