Rússia adia aumento de imposto e Finlândia aprovará duto

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que seu país vai adiar mais uma vez o aumento do imposto de exportação de madeira bruta, algo que vinha preocupando os finlandeses. Em troca, o primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, prometeu que vai acelerar a aprovação da construção de um gasoduto no trecho em que passa pelo seu país.

AE-AP, Agencia Estado

25 de outubro de 2009 | 14h47

A Rússia é o maior produtor de madeira bruta do mundo e fonte de 80% das importações do produto pela Finlândia. Em 2006, o governo russo anunciou que iria mais do que triplicar, para 50 euros por metro cúbico, o imposto de exportação em 2008. A mudança, que já havia sido adiada, tem como objetivo estimular as exportações de madeira processada, de maior valor agregado.

Vanhanen havia pedido o cancelamento do aumento, mas comemorou a decisão de Putin de adiá-lo para 2011. Em sua decisão, Putin disse que manterá o imposto congelado por causa da queda da demanda causada pela crise econômica.

Em troca, o primeiro-ministro finlandês disse que seu país deverá dar permissão para que o gasoduto passe por suas águas após uma avaliação ambiental. "Esperamos que isso seja feito antes do final do ano", disse ele.

O gasoduto, que passará sob o Mar Báltico, deverá transportar 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, do porto russo de Vyborg para o porto alemão de Greifswald, mas precisa de aprovação de diversos países que cercam o mar, inclusive a Finlândia. A Dinamarca tornou-se o primeiro país a aprovar a construção, na terça-feira.

O duto deverá ter 1,2 mil quilômetros, mas desperta preocupações ambientais entre alguns países. O início de sua construção está previsto para 2010. A russa Gazprom possui uma fatia de 51% no projeto, enquanto a as alemãs E.On Ruhrgas e Winterstall detêm 20% cada uma. A holandesa Gasunie NV possui os 9% restantes.

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