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Rússia afasta hipótese de terrorismo em queda de avião militar

Serviço de Segurança afirma não ter indícios ou dados que mostrem a possibilidade de um atentado; equipes buscam as caixas-pretas

O Estado de S. Paulo

26 Dezembro 2016 | 16h52

MOSCOU - A Rússia descarta por enquanto a possibilidade de um atentado ter sido a causa da queda do avião militar no domingo 25 no Mar Negro, afirmou nesta segunda-feira, 26, o Serviço Federal de Segurança. "Não descobrimos indícios ou dados que mostrem a possibilidade de um atentado ou sabotagem no voo". As 92 pessoas que estavam a bordo morreram.

A busca pelos restos do aviãofoi intensificada nesta segunda e as explicações mais prováveis para a tragédia são um erro do piloto ou uma falha técnica. O serviço de segurança FSB disse que está analisando quatro causas prováveis, noticiou a agência de notícias Interfax: que um objeto estranho tenha caído no motor, que o combustível era de má qualidade e causou um problema no motor, um erro do piloto ou uma falha técnica.

O avião, um TU-154 do Ministério da Defesa russo construído em 1983, levava militares, dezenas de artistas do coral do Exército Vermelho, que iam à Síria entreter as tropas russas na véspera do Ano Novo, e nove repórteres russos, além de Elizaveta Glinka, integrante do conselho consultivo de direitos humanos do presidente Vladimir Putin.

Mergulhadores e submersíveis que procuram as caixas-pretas, gravadores de dados da aeronave, percorreram um trecho de água de cerca de 1,6 quilômetro a partir de Sochi, resort situado no sul russo. Quatro pedaços pequenos de fuselagem foram recuperados a uma profundidade de 27 metros, relatou a agência de notícias RIA, mas as correntezas fortes e as águas profundas complicam a busca.

O major-general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo, disse que 11 corpos foram recuperados, mas a pasta negou uma reportagem da RIA segundo a qual alguns dos passageiros mortos usavam coletes salva-vidas.

Ele disse que a operação de busca por ar e mar, que já envolve cerca de 3.500 pessoas, deve ser ampliada. Trinta e nove barcos, cinco helicópteros, um drone (aeronave por controle remoto) e mais de 100 mergulhadores estão participando, disse. Soldados também estão explorando a costa do Mar Negro.

Putin decretou um dia de luto no país nesta segunda-feira. Bandeiras foram hasteadas a meio mastro e estações de televisão retiraram programas de entretenimento de sua programação. O primeiro-ministro Dmitry Medvedev conduziu um minuto de silêncio durante uma reunião de governo, e pessoas depositaram flores no aeroporto de Sochi, de onde o avião decolou.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os investigadores militares estão estudando todas as teorias, mas a versão de ter se tratado de um ato terrorista não está "nem perto do topo da lista". / REUTERS

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