Rússia alega que sanções são ilegais

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse nesta quinta-feira que as últimas sanções, anunciadas pelos EUA, contra empresas russas e indivíduos do país podem colocar as relações entre Moscou e Washington ao nível de tensão da década de 1980. O premiê também ameaçou tomar medidas recíprocas por parte da Rússia e disse estas ações do Ocidente são ilegais, tendo em vista que não tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

AE, Agência Estado

17 Julho 2014 | 07h57

"Vamos simplesmente voltar para a década de 1980 em nossas relações com os países que introduzem essas sanções", disse Medvedev ao abrir a reunião semanal de gabinete. "Se esse é o objetivo deles, isso será alcançado em breve", disse o premiê, acrescentando que podem ser introduzidas "medidas recíprocas contra empresas estrangeiras e indivíduos", mas não forneceu detalhes.

Medvedev adotou um tom mais forte do que na quinta-feira, quando os EUA e a União Europeia anunciaram as rodadas anteriores de sanções. Na época, autoridades russas disseram que as medidas punitivas não afetariam a economia.

Desta vez, o primeiro-ministro disse que as sanções podem forçar a Rússia a reconsiderar a sua política orçamentária com "mais atenção a gastos com defesa e com segurança". A Rússia está planejando aumentar seus gastos militares em 23% em 2015, mais 10% em 2016 e outros 5% em 2017 para 3,52 trilhões de rublos (US$ 100 bilhões). Ele afirmou também que a Rússia se focará mais em seu financiamento doméstico.

O primeiro-ministro disse que "tais sanções nunca conseguiram colocar ninguém em seus joelhos" e acrescentou que "infelizmente" não irão ajudar a Ucrânia. "As sanções são ruins, elas não acrescentam otimismo seja para a economia ou para o povo, e elas nunca levam ao sucesso óbvio", disse Medvedev, observando que as medidas provavelmente irão aumentar o sentimento antiocidental na sociedade russa. Fonte: Dow Jones Newswires.

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