Yuri CORTEZ / AFP
Yuri CORTEZ / AFP

Rússia alerta contra ingerência em seus negócios na Venezuela

Embaixador diz que Moscou reagirá da maneira mais dura se tentarem bloquear seus investimentos no país

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2019 | 21h00

MOSCOU - O embaixador da Rússia na Venezuela, Vladimir Zayemski, advertiu que se tentarem impedir as companhias russas de investirem na economia venezuelana seu país reagirá da maneira mais dura, apelando a todas as medidas disponíveis do direito internacional. A Rússia tem participação em campos de petróleo e gás natural venezuelanos e em minas de ouro.

Em entrevista publicada nesta terça-feira, 5, pelo jornal russo Rossíiskaya Gazeta, Zayemski respaldou o regime de Nicolás Maduro, mas demonstrou preocupação. “Com relação aos investimentos russos na Venezuela, sem dúvida os riscos existem. Mas estão vinculados, como demonstrou claramente o exemplo da Citgo, à conduta de Washington, não do governo venezuelano”, disse o diplomata. Ele se referiu à subsidiária nos EUA da estatal venezuelana PDVSA que afastou três executivos do alto escalão ligados a Maduro para dar lugar a novos diretores nomeados pelo líder opositor Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela em fevereiro.

O funcionário russo também denunciou que “os EUA e seus aliados estão realizando vários esforços para aumentar a presença militar em algumas áreas fronteiriças com a Venezuela. 

Moscou é um dos principais aliados internacionais de Maduro e, desde que a comunidade internacional manifestou seu apoio a Guaidó, sustenta que os EUA têm uma “obsessão com a deposição” do chavismo.

Ainda nesta terça, o responsável de América Latina do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Alexandr Schetinin, declarou que o governo de Moscou estuda a possibilidade de enviar um novo carregamento de ajuda humanitária à Venezuela. Após o regime bloquear as fronteiras com Colômbia e Brasil, impedindo a entrada de ajuda humanitária enviada pelos EUA, Rússia e China despacharam remédios e materiais médicos para a Venezuela. / EFE e REUTERS

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