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Rússia alerta Síria contra o uso de armas químicas

Ministério de Relações Exteriores russo lembrou que país árabe assinou um protocolo internacional em 1968

estadão.com.br,

24 de julho de 2012 | 15h15

MOSCOU - A Rússia alertou nesta terça-feira, 24, a Síria para não usar armas químicas, dizendo que Moscou dá como certo que o governo sírio vai aderir às suas obrigações internacionais. Em um comunicado, o Ministério de Relações Exteriores russo afirmou que a Síria ratificou um protocolo internacional em 1968 proiboindo o uso de gases venenosos como método de guerra.

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O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores sírio, Jihad Makdissi, reconheceu na segunda-feira que o país tinha armas químicas, dizendo que não iria usá-las para esmagar os rebeldes, mas poderia usá-las contra uma agressão externa. No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também advertiu a Síria sobre o uso de armas químicas.

"Continuaremos deixando claro a Assad e a seus parceiros que o mundo está vigiando e que terão que prestar contas à comunidade internacional caso cometam o trágico erro de utilizar essas armas", disse Obama. "Continuaremos trabalhando com nossos amigos e aliados e a oposição síria para chegar ao dia em que o povo sírio tenha um governo que respeite seus direitos básicos a viver em paz, com liberdade e dignidade", prometeu o presidente norte-americano.

Nesta terça-feira, tropas sírias bombardearam a cidade de Herak. Pelo menos dez pessoas morreram. Pelo quarto dia seguido, combates entre rebeldes e forças do regime de Bashar Assad ocorrem em Alepo, segunda principal cidade síria.

Com Reuters

 

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