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Rússia ameaça instalar mísseis na fronteira com a UE

País quer fazer frente às instalações antimísseis que os EUA pretendem alocar no leste europeu

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 12h11

MOSCOU - A Rússia alertou o Ocidente nesta quarta-feira, 23, de que poderia instalar mísseis nas fronteiras com a União Europeia (UE) para fazer frente às instalações antimísseis que os Estados Unidos pretendem alocar no leste europeu.

 

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que o país estava preparado para instalar mísseis Iskander, que as autoridades alegam ter um alcance de até 500 quilômetros, no enclave de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia, ambas as nações membros da UE. Ele também ameaçou abandonar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês).

Se medidas não forem tomadas para limitar os planos americanos, "a Rússia vai instalar no oeste e no sul do país modernos sistemas de armas de fogo que poderiam ser usados para destruir os componentes da defesa antimísseis dos EUA", disse Medvedev. "Uma das ações da Rússia poderia ser a instalação de sistemas de mísseis Iskander em Kaliningrado", acrescentou, em um discurso televisionado.

A Romênia e a Polônia concordaram em ter em seus territórios parte de um renovado escudo antimísseis dos EUA. Os americanos alegam que o objetivo desse sistema de defesa é se proteger de países como o Irã, porém a Rússia acredita que o sistema também terá como alvo o seu território.

A questão já há algum tempo tem sido um obstáculo para um "recomeço" das relações entre Rússia e EUA. Medvedev afirmou que a medida americana poderia impactar na cooperação de desarmamento entre as duas nações. "Se a situação não correr bem, a Rússia, então, reserva-se o direito de suspender novas medidas em matéria de desarmamento e dos correspondentes controles de armas", afirmou o presidente, falando da residência dele, em frente a uma bandeira da Rússia.

Ele também disse que o impasse poderia levar a Rússia a abandonar o Start em relação às armas nucleares. O acordo havia sido ratificado por Medvedev e pelo presidente dos EUA, Barack Obama, em abril do ano passado. "Isso poderia ser um começo para a nossa saída do Start."

 

As informações são da Dow Jones.

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