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Rússia anuncia construção de oito reatores nucleares no Irã

Acordo sobre política nuclear iraniana legitimou o desenvolvimento dos usos pacíficos da energia atômica no país e adotou um roteiro para superar as sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2016 | 15h16

BAKU - A Rússia construirá mais oito reatores nucleares no Irã após ter entregue, em 2013, a primeira instalação desse tipo no país, afirmou o presidente russo Vladimir Putin, em entrevista divulgada pela agência de notícias azerbaijana AzerTac.

"A primeira usina nuclear do Irã foi construída com tecnologia russa. Foram pactuados planos para construir no Irã outros oito reatores nucleares", anunciou Putin, em referência à usina instalada há três anos em Bushehr, no Golfo Pérsico.

O chefe do Kremilin viaja na segunda-feira para Baku, capital do Azerbaijão, para participar de uma cúpula com o chefe de governo do país, Ilham Aliyev, e do Irã, Hassan Rohani.

"A Rússia continuará ajudando os parceiros iranianos a completar seu plano nuclear, incluindo o processamento do urânio enriquecido e a produção de isótopos estáveis", acrescentou Putin, que aproveitará a viajem à capital azerbaijana para ter uma reunião bilateral com Rohani sobre a cooperação no âmbito do uso pacífico da energia nuclear.

A companhia de energia nuclear russa, Rosatom, já iniciou os trabalhos do segundo reator na central de Bushehr que, a exemplo do primeiro, terá 1 mil megawatts de potência.

O acordo sobre a política nuclear iraniana, estabelecido há um ano em Viena entre Teerã e a comunidade internacional, legitimou o desenvolvimento dos usos pacíficos da energia atômica no país e adotou um roteiro para superar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o Irã.

A atual usina nuclear de Bushehr começou a ser construída ainda na década de 1970 com a ajuda alemã. O projeto, no entanto, foi interrompido após o triunfo da Revolução Islâmica em 1979, ficando paralisado até fevereiro de 1998, quando um acordo com a Rússia foi assinado.

Apesar de a construção ter se prolongado por 20 anos, em razão da oposição ocidental, a usina entrou em funcionamento em agosto de 2010 e alcançou o pleno rendimento em junho de 2013. / EFE

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