REUTERS/Khalil Ashawi
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Rússia anuncia grande ofensiva contra jihadistas na Síria

Decisão ocorre pouco depois de Putin conversar com Trump sobre necessidade de unir esforços para combater o ‘terrorismo e o extremismo internacional’

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2016 | 10h41

MOSCOU - A Rússia anunciou nesta terça-feira, 15, uma grande ofensiva aérea na Síria contra jihadistas. A ação teve início horas depois que o líder russo, Vladimir Putin, e o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, conversaram ao telefone sobre a necessidade de combinar os esforços de ambos os países na luta contra o que o Kremlin chama de inimigo número um: “o terrorismo e o extremismo internacional”.

O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, anunciou nesta terça-feira o início de uma "grande operação de ataques maciços contra o Estado Islâmico (EI) e da Frente de Conquista do Levante (antiga Al-Nusra) nas províncias sírias de Homs e Idlib", com a participação do porta-aviões Almirante Kuznetsov.

Pela primeira vez na história, o único porta-aviões das Forças Armadas russas entrou em ação de combate, informou Shoigu a Putin em uma reunião realizada na cidade russa de Sochi, às margens do Mar Negro, segundo a imprensa local.

Outra embarcação russa posicionada em águas sírias do Mar Mediterrâneo, a fragata Almirante Grigorovich, atacou com mísseis de cruzeiro Kalibr alvos terroristas no país árabe.

Ainda nesta terça-feira, aviões de combate e helicópteros militares atacaram diferentes bairros do leste da cidade síria de Alepo, cercados pelo Exército e controlados pela oposição, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Os bombardeios, os primeiros na região em mais de três semanas, atingiram os distritos de Al Haidariya, Masaken Hanano e Al Sheikh Fares. Ainda não há informações sobre vítimas.

Os ataques aéreos foram suspensos durante a pausa humanitária de quatro dias, iniciada unilateralmente pela Rússia e pelo Exército sírio no dia 20 de outubro.

Enquanto isso, a tensão prevalece nos bairros do leste de Alepo, onde alguns cidadãos assaltaram armazéns de organizações humanitárias em meio à piora das condições e ao aumento exorbitante dos preços. / EFE e ASSOCIATED PRESS

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