Jorge Silva / Reuters
Jorge Silva / Reuters

Trump e Putin se reunirão no dia 16 de julho em Helsinque, diz Kremlin

Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca esteve em Moscou na quarta-feira e discutiu detalhes do encontro com o líder russo

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2018 | 18h08
Atualizado 28 de junho de 2018 | 10h11

MOSCOU - O Kremlin informou nesta quinta-feira, 28, que o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e o russo, Vladimir Putin, será realizado no dia 16 de julho, em Helsinque. A última vez que os dois líderes se encontraram foi em novembro de 2017.

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Na primeira cúpula bilateral entre Trump e Putin, que visa melhorar as relações deterioradas entre Rússia e EUA, será discutido o "estado atual e as perspectivas de desenvolvimento das relações russo-americanas", assim como os principais temas internacionais, informou o governo russo em um comunicado.

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"O que eu posso dizer é que chegamos a um acordo para realizar uma cúpula. Já decidimos a data e o local, que serão anunciados na quinta-feira", disse o conselheiro do Kremlin Yuri Ushakov na quarta-feira. "Essa reunião será realizada em um terceiro país. Muito prático tanto para a Rússia quanto para os EUA."

As relações entre Moscou e Washington, tensas em razão da guerra na Síria, da crise ucraniana e das acusações de interferência russa na eleição presidencial americana de 2016, nunca estiveram tão ruins desde o fim da Guerra Fria. 

A visita do conselheiro americano "dá esperança quanto a um restabelecimento das relações plenas entre os nossos Estados", declarou Putin ao receber o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, no Kremlin na quarta-feira. "Infelizmente, as relações russo-americanas não estão em melhor nível", lamentou o presidente russo, considerando que resulta "em grande parte do resultado da dura luta política interna nos EUA".

"A Rússia nunca quis o confronto", disse Putin, insistindo que quer restaurar "relações plenas, com base na igualdade e no respeito mútuo".

"Espero que possamos, como nas negociações com seus colegas, discutir a possibilidade de melhorar a cooperação entre a Rússia e os EUA", respondeu Bolton. "No passado, quando nosso países tinham suas diferenças, nossos líderes e seus conselheiros se reuniam e acredito que será benéfico para ambos os países, benéfico para a estabilidade mundial", acrescentou.

De acordo com Ushakov, a cúpula entre Trump e Putin pode incluir uma reunião, um almoço de trabalho, uma entrevista coletiva conjunta e a publicação de uma "declaração comum que possa indicar as próximas fases para melhorar as relações bilaterais".

Antes de encontrar Putin, Bolton realizou uma reunião de trabalho com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, com quem discutiu durante uma hora e meia os conflitos na Síria e na Ucrânia, além das relações bilaterais, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores russo. / AP e AFP

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