Rússia anuncia planos de enviar 2º comboio à Ucrânia

Ministro de Relações Exteriores da Rússia afirmou que o país espera discutir resolução para o conflito durante reunião em Minsk

Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2014 | 11h34

A Rússia quer enviar um segundo comboio com ajuda humanitária para a Ucrânia já nesta semana, afirmou nesta segunda-feira o ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov. Ele disse que seu país também espera discutir uma resolução política para o conflito na Ucrânia durante reunião entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia e de autoridades da União Europeia em Minsk, Bielorrússia, que acontece na terça-feira.

No domingo, a Rússia insinuou que pretendia enviar mais ajuda para o leste ucraniano, depois de todos os caminhões do primeiro comboio terem retornado para o território de origem.

Nesta segunda-feira, Lavrov disse em coletiva de imprensa que a Rússia enviou uma mensagem para a Ucrânia no domingo detalhando o tipo de ajuda humanitária que gostaria de enviar para a Ucrânia nesta semana.

Lavrov afirmou que o segundo comboio seguirá a mesma rota do primeiro e deve chegar mais rápido. "Gostaríamos de chegar a um acordo com todas as condições para a entrega da ajuda do segundo comboio pela mesma rota, nos mesmos parâmetros, com a participação da polícia de fronteira ucraniana o mais rápido possível", disse ele.

A distribuição da ajuda humanitária enviada pela Rússia no primeiro comboio teve início nesta segunda-feira, afirmou ele

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha começou a despachar os bens com a ajuda de administradores locais, afirmou Lavrov.

Uma porta-voz da Cruz Vermelha em Moscou confirmou nesta segunda-feira ao Wall Street Journal que um pequeno grupo de funcionários da organização iniciou a distribuição da ajuda para os civis, com o axílio de administradores locais. Viktoria Zotikova disse que "nosso pequeno grupo está lá. Eles realizam consultas com autoridades locais sobre a melhor forma de distribuir a ajuda, levando-se em consideração as condições perigosas."

Lavrov disse também que não viu "qualquer coisa que se assemelhasse ao abuso" das tropas ucranianas quando os separatistas fizeram com que os prisioneiros ucranianos de guerra marchassem, sob a ameaça de baionetas, pela cidade de Donetsk no domingo, durante a celebração da independência da Ucrânia.

Realizar marchas com prisioneiros de guerra é contra a Convenção de Genebra, que proíbe "ofensa à dignidade pessoal, em particular tratamentos humilhantes e degradantes" contra prisioneiros de guerra. Os separatistas, porém, negam tais acusações.

O ministro disse também que a Ucrânia perdeu todo o interesse na investigação da queda do avião da Malaysia Airlines, no dia 17 de julho, em Donetsk. "Essencialmente, somos os únicos que tentam manter a atenção em relação a esse problema extremamente sério", declarou. /Dow Jones Newswires

Tudo o que sabemos sobre:
RússiaUcrâniacomboioenvioajuda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.