Alexei Nikolsky/AP
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Rússia lança 26 mísseis de cruzeiro contra alvos do Estado Islâmico na Síria; veja vídeo

Segundo o ministro de Defesa russo, todos os alvos foram destruídos e não houve vítimas entre a população civil

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 11h15

MOSCOU - Quatro navios de guerra da Rússia posicionados no Mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro nesta quarta-feira, 7, contra 11 alvos do Estado Islâmico (EI) na Síria, informou o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu.

"Segundo dados de controle, todos os alvos foram destruídos e não houve vítimas entre a população civil. Os resultados do ataque mostraram a alta eficácia dos mísseis de grande distância, já que os alvos estavam a 1,5 mil km", disse Shoigu, em reunião com o presidente Vladimir Putin exibida pela emissora estatal russa. 

Putin destacou que o fato de todos os alvos terem sido atingidos reflete "o bom estado da indústria da defesa e a alta preparação dos militares russos". "Esse tipo de conflito deve ser concluído com a resolução das questões políticas", disse Putin.

Foi a primeira vez que Moscou informou sobre o uso de mísseis de cruzeiro na operação militar contra os jihadistas da Síria, que hoje completa uma semana. Até então, todos os ataques contra as organizações terroristas haviam sido efetuados pelas Forças Aéreas. A emissora de TV russa RT divulgou um vídeo com detalhes do ataque. Veja: 

Putin ainda afirmou que a Rússia estaria disposta a unir forças com a oposição moderada síria que luta contra o EI, citando especificamente o Exército Livre Sírio (ELS). O presidente disse que a ideia foi proposta pelo presidente francês, François Hollande, durante uma reunião na sexta-feira em Paris.

"Unir os esforços na luta contra organizações terroristas como o EI e a (Frente) al Nusra seria uma boa base para um posterior acerto político na Síria", disse o presidente russo, acrescentando não saber quem lidera o ELS.

Shoigu informou ao presidente que o Ministério da Defesa estabeleceu contato direto com o comando militar da Turquia para "impedir violações do espaço aéreo" do país.

Tanto a Otan, aliança da qual a Turquia faz parte, como o próprio governo turco informaram que aviões russos invadiram brevemente o espaço aéreo do país durante o final de semana. A Rússia reconheceu apenas um dos incidentes e o atribuiu às más condições meteorológicas.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, alertou que esse tipo de manobra pode "pôr fim às boas relações" entre os dois países. /EFE e DOW JONES NEWSWIRES

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